De olho na Copa do Mundo, a Vivo lançou hoje uma promoção para quem quiser assistir aos jogos de futebol pelo celular. Em conjunto com a chinesa ZTE, a operadora vai comercializar um aparelho compatível com o sinal de TV digital por um preço cerca de R$ 300 abaixo da concorrência.

De olho na Copa do Mundo, a Vivo lançou hoje uma promoção para quem quiser assistir aos jogos de futebol pelo celular. Em conjunto com a chinesa ZTE, a operadora vai comercializar um aparelho compatível com o sinal de TV digital por um preço cerca de R$ 300 abaixo da concorrência. O vice-presidente executivo de Marketing e Inovação da Vivo, Hugo Janeba, faz mistério sobre a expectativa de venda, ao passo que a fabricante chinesa declara esperar comercializar 300 mil unidades do aparelho N290 este ano. Para o presidente da ZTE no Brasil, Eliandro Ávila, a expectativa é de que o aparelho permita à companhia crescer em cerca de 20% as vendas no Brasil, totalizando em 2010 a comercialização de 3 milhões de unidades. No ano passado, a empresa chinesa faturou US$ 300 milhões, um incremento de 92% ante o ano anterior. Por enquanto, o produto criado pela ZTE é comercializado exclusivamente pela Vivo. "Como patrocinadores da Seleção Brasileira, temos todo o interesse de que os clientes assistam aos jogos. Desta vez, as partidas vão acontecer no horário de trabalho", lembrou Janeba. A Copa do Mundo de Futebol será realizada na África do Sul. Pelo horário de Brasília, a partida de abertura do campeonato acontecerá às 11 horas de uma sexta-feira. Janeba lembra que o serviço de TV digital é gratuito no aparelho e não será preciso uma assinatura mensal para assistir aos canais abertos da TV brasileira. Bloqueio Janeba minimizou hoje para os negócios da companhia o impacto da decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que proíbe a venda de celulares bloqueados. "Os números não chegam a ser relevantes", revelou o executivo. Segundo ele, a regra do desbloqueio é correta e já vinha sendo praticada pela companhia. O desafio agora, observa, é oferecer um serviço de qualidade, que cative o cliente. "Nosso papel é servir com maior qualidade possível. No momento em que atingimos 53 milhões de clientes, o tamanho da operação é complexo e traz esse desafio de serviços de qualidade", disse. Janeba acredita que a obrigatoriedade do desbloqueio não vai representar o fim dos subsídios de aparelhos.

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