As despesas financeiras da Vivo subiram 44% no terceiro trimestre de 2008, comparativamente a igual período de 2007, para R$ 247,3 milhões. Em balanço divulgado instantes atrás, a empresa explicou que parte da variação ocorre pelo efeito extraordinário da despesa financeira registrada pelo ajuste a valor presente das licenças de terceira geração (3G), no valor de R$ 50,3 milhões.

Também houve elevação no endividamento líquido, já que a Vivo precisou fazer a Oferta Pública de Ações (OPA) da Telemig pelo maior CDI efetivo no período. Além disso, cerca de R$ 37,3 milhões vieram da incidência da oscilação do câmbio sobre passivos operacionais atrelados a moedas estrangeiras.

Ainda segundo o balanço do terceiro trimestre, a Vivo terminou o terceiro trimestre com um endividamento total de R$ 5,953 bilhões, contra R$ 5,764 bilhões no final de junho e R$ 4,185 bilhões ao término de setembro de 2007. Cerca de 33% da dívida bruta está denominada em moeda estrangeira, sendo que a Vivo diz proteger integralmente sua dívida financeira contra a volatilidade do câmbio com operações de swap. Ainda segundo a Vivo, uma operação de swap de R$ 116,1 milhões é mantida para proteger parcialmente a dívida da empresa das flutuações nas taxas internas de juros (CDI pós-fixado versus prefixado).

Parte do endividamento foi compensado pelos recursos disponíveis em caixa (R$ 1,971 bilhão) e pelos passivos de derivativos de R$ 17,2 milhões a pagar, resultando numa dívida líquida de R$ 3,988 bilhões - acima dos R$ 3,574 bilhões de junho e dos R$ 2,541 bilhões de setembro do ano passado. O endividamento liquido da Vivo subiu pela compra da Telemig (cujo valor foi de R$ 2,7 bilhões no total) e pelo pagamento de 10% das licenças 3G (R$ 120,1 milhões).

A Vivo encerrou o trimestre com R$ 3,577 bilhões entre empréstimos e financiamentos, sendo que R$ 3,494 bilhões vencem após 2009. A última contratação foi com o Banco do Nordeste, no valor de R$ 389 milhões, dinheiro que será usado para a implantação de nova rede nos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. O capital também será usado para expansão da rede na Bahia, Sergipe e Maranhão.

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