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Vivo: crise força mudança radical na interação de empresas e mercados

A crise financeira que atinge economias de todo o mundo deve provocar uma reorganização das empresas e mercados, avalia o presidente da Vivo, Roberto Lima. É uma crise que deve forçar uma reflexão profunda, uma mudança radical na forma de as empresas e os mercados interagirem e na escolha daquilo que deverá ser objeto dos investimentos futuros, destacou, durante encontro promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

Agência Estado |

"Não é uma crise que, uma vez passada, tudo volta a ser como antes", afirmou. Segundo o executivo, o momento atual é de ruptura. "Temos que nos acostumar com a era da instabilidade e da incerteza", previu, e arriscou uma comparação: "É como se todos os semáforos estivessem amarelos".

Entretanto, Lima não acredita que a crise dificultará os investimentos da Vivo no longo prazo e assegurou que a empresa vai manter seu plano de investimentos para 2009. "A crise impõe dificuldades de investimento a curto prazo. No longo prazo, sou otimista", disse.

Como forma de ajudar as operadoras a manter seus investimentos previstos para o próximo ano, o executivo fez uma nova defesa da modificação do prazo para pagar as licenças de telefonia móvel de terceira geração (3G), que vence agora em 10 de dezembro.

"Não gostaríamos de ter que parar os investimentos", afirmou. O que as operadoras desejam é prorrogar o prazo em 18 meses. Segundo ele, o aumento do prazo permitiria à empresa aplicar os recursos disponíveis na construção de redes. "O pagamento da freqüência vai para o Tesouro, a construção da rede vai para a economia", ressaltou.

"A gente acredita que é extremamente saudável que a Vivo não pare os investimentos e, por isso, uma forma de facilitar seria adiar o pagamento das freqüências", defendeu. Questionado por jornalistas se acredita que o governo pode conceder esta prorrogação, Lima afirmou: "Sou um otimista". As operadoras têm a opção de parcelar na Anatel a compra das licenças 3G - que totalizou R$ 5,3 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão da Vivo. Entretanto, Lima afirmou que se o prazo for prorrogado, a Vivo poderá pagar a licença à vista.

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