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Vivo: crise exigirá constante negociação com fornecedores

Apesar de se declarar otimista com o desempenho do mercado de telefonia em 2009, o presidente da Vivo, Roberto Lima, acredita que a crise financeira exigirá das empresas um esforço maior no gerenciamento de seus negócios e trato com os clientes. Um dos esforços será uma constante renegociação com fornecedores e prestadores de serviços, ação que contribuiu para a queda de 58% das despesas gerais e administrativas no quarto trimestre de 2008, ante igual período de 2007, para R$ 76,4 milhões.

Agência Estado |

A Vivo também considera o momento oportuno para retomar as discussões sobre compartilhamento de infraestrutura das redes de telecomunicações, antiga bandeira de Lima, embora ainda não haja nenhuma negociação em curso. Com isso, o executivo espera redução dos custos e melhor aproveitamento dos gastos de capital das operadoras.

No que se refere aos clientes, Lima diz ser necessária uma atitude proativa na "adequação de serviços e planos", conciliando-os com perfil de uso do consumidor. Além de incentivar o consumo, esta seria uma forma de conter eventuais aumentos na taxa de inadimplência, problema que ainda não foi detectado pela Vivo neste começo de ano, mas que está em seu radar de preocupações. "Não estamos vendo ainda, no curto prazo, aumento sensível de inadimplência. Mas se a situação piorar, esse vai ser um item que merecerá mais atenção por parte das empresas", destacou Lima, em reunião Apimec.

Com a definição de novos planos e serviços para o público de menor poder aquisitivo, como microrrecargas, "os preços deverão ficar em queda", avisa Lima. Ele também se mostrou aberto a "ajudar parceiros comerciais a passar pela crise", renegociando, conforme o caso, prazos de pagamento. "Estaremos atentos a ver até que ponto as empresas precisam de atenção especial na crise", disse, reforçando que, neste momento, ele não vê necessidade de tomar tais providências.

Cuidados em momentos de crise à parte, Lima disse esperar para 2009 continuidade na demanda por telecomunicações. "Os serviços têm se tornado cada vez mais essenciais, acredito que é uma das últimas despesas a se cortar em caso de necessidade."

Mesmo otimismo ele não vê para o mercado de aparelhos celulares. "Os consumidores vão ficar centrados mais na compra de chips, menos de aparelhos", observou. Lima se mostrou preocupado com este cenário, porque o dólar mais alto pode afetar a produção dos terminais móveis no País, o que obrigaria as teles a pagar mais caro por produtos importados. Celulares a preços mais salgados também pesam nos subsídios que as operadoras fazem a seus clientes e podem acarretar, segundo Lima, atraso tecnológico do País.

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