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Vivo avalia ter nível de liquidez confortável

SÃO PAULO - Com um caixa de R$ 1,97 bilhão ao final de setembro, a Vivo considera que tem conforto para trabalhar e seguir com seus investimentos, mesmo com o cenário mundial de aperto de crédito. O montante não considera a captação de R$ 550 milhões em notas promissórias, que entrou ontem na conta da companhia.

Valor Online |

Apesar de reconhecer que a Vivo tem que ter toda atenção com esta questão e que a taxa de 115% CDI paga nesta última emissão não é das mais convidativas em relação ao custo pré-crise, o presidente da empresa, Roberto Lima, considera que a empresa " tem uma boa relação com os bancos e não tem problema de crédito " . Ele espera ainda contar com o apoio de instituições oficiais como o Banco do Nordeste e o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para seguir adiante com seus investimentos em infra-estrutura.

Lima destaca ainda que, embora a dívida líquida da empresa tenha crescido 57% em 12 meses até setembro, para R$ 3,99 bilhões - em especial por conta da aquisição da Telemig -, a geração de caixa da Vivo medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 3,5 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, o que seria uma relação confortável.

O executivo lembrou ainda que sua dívida contratada em moeda estrangeira, que corresponde a 33% do total, está protegida por operações de swap, não sofrendo, portanto, impacto da alta recente do dólar.

Ainda sobre a questão da preservação do nível de liquidez, Lima não quis comentar em detalhes o recente pedido feito pela Acel (Associação Nacional das Operadoras de Celulares) ao governo para o adiamento do pagamento das licenças para o serviço 3G. O desembolso dos recursos, de cerca de R$ 1,2 bilhão no caso da Vivo, está previsto para 10 de dezembro. Só a Claro pagou à vista.

O presidente da Vivo disse apenas que se trata " claramente de uma decisão política, de dar um estímulo necessário para o setor " , dizendo que isso ajudaria nos investimentos.

O parcelamento da licença, conforme previsto no edital, é uma alternativa, reconhece Lima. Mas ele não a considera " das mais baratas " . Neste caso, incidiriam juros de 12% ao ano, mais a variação do Índice dos Serviços de Telecomunicações (IST) - de forma retroativa à data do leilão, em abril. Ou seja, se a empresa fosse a mercado se financiar, pagaria apenas os juros daqui para frente e possivelmente uma taxa total mais baixa.

(Fernando Torres | Valor Online)

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