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Vivo: analistas esperam lucro de R$ 166,6 mi no 4tri08, alta de 300%

O mercado aguarda resultados robustos para a Vivo no quarto trimestre de 2008. A operadora móvel, que divulgará seu balanço amanhã, antes da abertura das bolsas, deve reportar um lucro líquido de R$ 166,6 milhões, conforme projeção de seis instituições consultadas pela Agência Estado.

Agência Estado |

Trata-se de uma alta de quase 300% sobre os R$ 41,7 milhões estimados pelos analistas para o último trimestre de 2007. Como naquele período o balanço da Vivo não trazia as cifras da Telemig Participações, adquirida em abril de 2008, os profissionais fizeram uma estimativa para permitir uma melhor comparação entre os trimestres.

Para a prévia, foram ouvidos os bancos Banif, JP Morgan, além das corretoras Bradesco, Fator, Brascan e Unibanco. Conforme a analista de telecomunicações do banco Fator, Jacqueline Lison, o bom resultado da Vivo deve partir do "esforço da companhia em priorizar a rentabilidade com campanhas comerciais voltadas à própria base de clientes", o que reduz as despesas com interconexão, que são tarifas pagas para completar chamadas destinadas à rede de suas concorrentes.

Esta profissional aponta, também, que no quarto trimestre de 2008 a Vivo vendeu mais chips em separado. Isso acabou por aliviar os gastos com subsídios a aparelhos mesmo em um trimestre mais forte em adições líquidas de clientes. Além disso, é de se esperar uma maior receita de dados neste quarto trimestre graças ao aumento das vendas de smartphones e aparelhos para a terceira geração (3G) de telefonia móvel.

Pela média das projeções dos analistas, a receita líquida da Vivo deve crescer 14,5% ante o quarto trimestre de 2007, para R$ 4,291 bilhões, resultado do aumento da base de clientes. O faturamento só não crescerá mais por força de um esperado declínio do ARPU, sigla usada pelo mercado para a receita média por assinante.

Ao mesmo tempo, a geração de caixa medida pelo Ebitda tende a subir 20,6%, conforme a média das projeções, totalizando R$ 1,203 bilhão neste quarto trimestre. Com isso, a margem Ebitda pode ficar entre 27,10% e 29,30%, conforme a estimativa das instituições financeiras consultadas pela Agência Estado. Um ano antes, esse indicador tinha ficado em torno de 26,60%. Como observou o analista setorial do banco Banif, Alex Pardellas, o avanço da margem Ebitda da Vivo reflete um forte controle de custos por parte da operadora, economia de escala, otimização da nova rede GSM e ganho de sinergias com a compra da Telemig.

Os analistas da Unibanco Corretora dizem não esperar impacto relevante no resultado financeiro, que no geral tem sofrido com a escalada do dólar sobre o real, conforme indicaram balanços divulgados recentemente por algumas operadoras de telecomunicações. A equipe da corretora Brascan também observou, em relatório, que não espera grande impacto da variação cambial na última linha do balanço da Vivo, já que 100% da dívida denominada em dólar da tele é protegida com operações de proteção cambial.

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