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Vivo ainda não tem sinal da Anatel sobre data de pagamento da 3G

A Vivo está aguardando até 9 de dezembro a deliberação da Anatel sobre o pagamento das licenças 3G. A empresa ainda não teve nenhuma sinalização da Anatel sobre adiamento da data do pagamento.

Agência Estado |

Se precisar fazer o pagamento, a empresa poderá acessar uma linha de empréstimo-ponte de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões, disse para a Agência Estado o vice-presidente de Finanças da companhia, Ernesto Gardelliano, na sede da Bolsa de Nova York (NYSE).

O executivo diz que a empresa tem linhas internacionais em aberto para o empréstimo-ponte e que são colocadas à disposição da empresa por meio de bancos nacionais. Ainda, no próximo ano, a empresa tem de pagar a taxa Fistel, de R$ 13 por cliente. O pagamento em torno de R$ 540 milhões está previsto para 31 de março, mas o pedido adiamento do pagamento da Fistel também foi feito junto com o pedido do adiamento do pagamento da licença 3G.

Em 2009, diz Gardelliano, a empresa vai fazer captações ao longo do primeiro semestre entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão, "dependendo do andamento do negócio e dos investimentos que nós vamos aprovar. Sem o pagamento da Anatel (para licença) e os R$ 540 milhões (da Fistel), a Vivo não precisa de um só centavo", afirmou. Então, continuou o executivo, colocaríamos "toda nossa capacidade de gerar caixa em investimentos".

O presidente da Vivo, Roberto Lima, diz que a companhia estuda fazer uma recompra de suas ações. Lima observa que se houvesse mais liquidez no mercado, "as ações estariam mais altas e esta oportunidade não haveria. É exatamente pela falta de liquidez que elas estão com este preço", completa.

No entanto, o executivo reitera que a Vivo tem como prioridade fazer os investimentos. A falta de liquidez, pondera ele, faz com que a empresa esteja concentrada em fazer "investimentos de forma a não comprometer o futuro da empresa que ainda tem uma alta taxa de crescimento. Temos concorrentes que são bastante fortes e, portanto, não podemos deixar espaço", avalia.

O orçamento da empresa para 2009 está em discussão com acionistas controladores para aprovação antes do final do ano. O executivo não antecipa valores, mas diz que a projeção que a empresa tem para o PIB brasileiro é premissa básica deste orçamento. A empresa não trabalha com PIB abaixo de 3% para 2009. "Estamos um pouco mais otimistas", afirmou Lima.

O presidente da Vivo avalia o setor de telecomunicações como um segmento de serviços de alta necessidade no Brasil. "Mesmo no caso de desaceleração da economia, acreditamos que nossos serviços continuarão sendo serviços de primeira necessidade. Para continuarem conectadas ao mercado de trabalho, as pessoas vão manter seus telefones ligados. É obvio que temos de nos preocupar, mas acreditamos que o Brasil está muito mais protegido do que teve em épocas passadas", estimou.

Mas, diante da incerteza do cenário econômico, Lima afirma que a empresa vai continuar com sua política de ser "extremamente rigorosa no controle de custos". Sobre as operações no Nordeste do País, o presidente da Vivo diz que a empresa está "tendo performance comercial muito superior aquela que esperávamos". Não posso dizer qual será o prazo de retorno, mas provavelmente será mais rápido do que aquilo que colocamos no projeto". Os executivos da Vivo vão tocar o sino de encerramento do pregão em comemoração aos 10 anos de negociação dos papeis da empresa em NY. (Nalu Fernandes)

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