O vice-presidente de comunicação da francesa Vivendi, Simon Gillham, afirmou que a decisão dos acionistas da GVT de abrir mão da chamada poison pill facilita a venda da companhia brasileira e acrescentou que a Vivendi continua revisando suas opções em relação à GVT. Os acionistas da GVT dispensaram a cláusula de proteção de dispersão da base acionária (também chamada de poison pill) em uma votação realizada hoje durante a assembleia geral extraordinária da companhia.

A decisão abriu caminho para que a espanhola Telefónica prossiga com sua oferta para comprar a GVT e também para que a Vivendi faça uma contraproposta.

Em setembro a Vivendi fez uma oferta de R$ 42 por cada ação da GVT e em outubro foi a vez da Telefónica propor R$ 48 por cada ação da companhia. Representantes da Telefónica não estavam disponíveis para comentar a decisão de hoje dos acionistas da GVT.

A GVT é uma operadora relativamente pequena no Brasil, com cerca de 2,6 milhões de clientes no Brasil. No entanto, seu modelo de negócio se concentra em consumidores de alto uso e alta margem, o que a torna um canal ideal para expansão ou para a entrada no altamente concentrado mercado brasileiro. As informações são da Dow Jones.

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