Washington, 5 jan (EFE).- Irving Picard, encarregado de gerenciar o dinheiro que resta na empresa de Bernard Madoff, enviou avisos a oito mil possíveis vítimas da suposta fraude do financista, informou hoje.

O alto número de possíveis afetados reflete a amplitude da fraude, que o próprio Madoff confessou que pode chegar a US$ 50 bilhões, segundo a Promotoria.

Picard, o fiduciário designado pelos tribunais, enviou na sexta-feira as notificações às pessoas e entidades que "aparentemente" tinham contas abertas na empresa de investimento de Madoff no último ano, nas quais informam sobre o processo a ser aberto para reivindicar o dinheiro.

Ele também publicou o aviso em sete jornais americanos, europeus e israelenses, já que boa parte das vítimas de Madoff foram judeus, como ele.

O fiduciário tem como missão localizar os ativos da firma de Madoff para repartir o que restar com os clientes, para o qual revisará e determinará a validade das reivindicações, que devem ser apresentadas até 4 de março ou até 2 de julho.

Picard divulgou suas ações em comunicado conjunto com Stephen Harbeck, presidente da Corporação de Proteção aos Investidores em Ações (SIPC, em inglês), que hoje depõe perante o Congresso sobre a suposta fraude.

A SIPC, uma entidade criada pela Legislatura em 1970, mantém um fundo para ajudar as pessoas prejudicadas pela quebra de corretores de bolsa.

Esse fundo reembolsará os prejudicados por Madoff em um máximo de US$ 500 mil, segundo explicou o comunicado.

Madoff foi detido no mês passado após supostamente confessar aos filhos que tinha operado uma pirâmide financeira durante anos.

Atualmente, o financista se encontra em prisão domiciliar em Manhattan. EFE cma/db

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