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Vice-presidente volta a criticar aumento do juro básico

SÃO PAULO - Em mais uma crítica à política monetária do Banco Central (BC), o vice-presidente da República, José Alencar, afirmou nesta terça-feira que o aumento do juro básico levará do país R$ 1,2 trilhão em oito anos, devido aos custos com o pagamento da taxa atrelada à dívida pública brasileira. Nosso orçamento não é equilibrado justamente em função da rubrica dos juros com que nós rolamos nossa dívida, disse, acrescentando que considera despropositado o aumento da Selic.

Valor Online |


Alencar afirmou ainda que não compartilha a opinião de que no Brasil o juro seja um instrumento de combate à inflação. "O combate se faz com equilíbrio fiscal e orçamentário", afirmou, argumentando que a conta de juros desestabiliza o orçamento.

"Em oito anos vão nos levar R$ 1,2 trilhão. Nos primeiro quatro anos nos levaram quase R$ 600 bilhões, mas tem subido, então vão nos levar mais de 1,2 trilhão. E nós precisamos desses recursos para saúde, educação, saneamento", acrescentou.

Em seu discurso em comemoração aos 40 anos da revista "Veja", em evento hoje em São Paulo, Alencar destacou novamente que a alta da Selic inibe também os investimentos e que é pouco eficaz em relação à alta de preços externos, como vem acontecendo.

"Se não fosse a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), não sei onde poderíamos estar em relação aos investimentos", disse, fazendo referência a taxa de juro praticada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em financiamentos de investimentos produtivos.

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