O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, desmentiu nesta quinta-feira sua renúncia e nega que tenha provocado uma crise política ao votar contra o imposto agrícola promovido pela presidente Cristina Kirchner.

"Não me passa pela cabeça renunciar. Seria trair a vontade popular, já que fui eleito de forma conjunta com a presidente e com igual quantidade de votos", afirmou Cobos à imprensa.

"Crise política seria minha renúncia e não vou renunciar", enfatizou.

Cristina Kirchner sofreu nesta quinta-feira uma dura derrota no Senado, que derrubou seu projeto de imposto às exportações de alimentos justamente com o voto de minerva de Cobos.

O Senado derrubou a iniciativa governamental peronista que tentava redistribuir as rendas e assegurar preços internos baixos para os alimentos através de uma maior pressão fiscal sobre as exportações de grãos e manufaturas agroindustriales, que este ano alcançam os 35 bilhões de dólares.

Cobos, um dissidente da opositora União Cívica Radical (UCR, social-democrata), vetou a lei ao quebrar uma paridade de 36 votos no recinto da câmara alta, da qual é titular por norma constitucional e, por isso, tem direito de desempatar uma votação.

"Não estou traindo a presidente. Que envie outro projeto. Quero que se alcance um consenso. A história me julgará", afirmou o vice na ocasião.

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