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Viaje de volta ao século 20 num clique

Viaje de volta ao século 20 num clique Por Rodrigo Martins São Paulo, 26 (AE) - Um baú com raridades históricas do século 20 acaba de ser aberto na internet. Dona de um acervo com alguns dos flagrantes fotográficos mais importantes dos últimos 150 anos, a revista norte-americana Life, que não circula mais em papel desde 2007, inaugurou na quarta um serviço com 2 milhões de fotos de seu arquivo - o projeto prevê mais 8 milhões.

Agência Estado |

E tudo de graça, em alta resolução e ao alcance do mouse de qualquer pessoa.

Uma parceria com o Google, o http://images.google.com/hosted/"Life" permite, por meio de buscas, acessar registros feitos desde 1860, como um flagrante de Santos Dumont em 1900 sobrevoando Paris ou um retrato de Lenin datado de 1918, época da Revolução Russa. Mas o forte mesmo é a partir de 1936, quando a revista foi lançada.

Daquele ano para cá, é possível ver fotos dos fatos mundiais mais importantes. Há registros chocantes da destruição da bomba atômica em Hiroshima, no Japão, em 1945; do fim da Segunda Guerra, no mesmo ano, com o Arco do Triunfo, em Paris, tomado por pessoas em comemoração; da construção de Brasília, em 1960; da Guerra do Vietnã, em 1966; da queda do Muro de Berlim, em 1989...

No mesmo período, há retratos únicos de personagens marcantes do século 20, como Adolph Hitler no auge do nazismo; os ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek; a atriz Marilyn Monroe; o gênio Albert Einstein em início e fim de vida; os Beatles rodeados por fãs ensandecidas; o líder Che Guevara; a cantora Carmen Miranda com turbante e tudo...

A abundância e a qualidade das imagens se justificam pelo perfil da "Life". Ela nasceu como uma publicação semanal que cobria celebridades e fatos do mundo por fotojornalismo. Eram 50 páginas de imagens rodeadas por pequenos textos. Entre 1978 e 2000, virou mensal. Depois, até 2007, um encarte em jornais dos EUA.

Nesse meio tempo, perdeu público, ficou alguns anos sem ser publicada e foi outras vezes relançada. O novo projeto de levar as fotos para a web é mais uma tentativa de recolocar a "Life" no mercado. Só que agora na rede mundial. Em fevereiro, deve ser lançado o "Life".com, no qual internautas poderão ver e compartilhar imagens históricas ou de fatos do dia.

"A parceria com o Google é uma forma de levar tráfego para o "Life".com", diz o presidente da "Life", Andy Blau. "Agora (com as fotos na web) conseguiremos alcançar e fidelizar uma grande audiência com nosso vasto arquivo, que vai de fatos mundiais sérios a celebridades de Hollywood e bizarrices."
Hoje, das 2 milhões de fotos no site, 97% nunca tinham sido publicadas e estavam em "arquivos empoeirados" na forma de negativos, slides e impressões antigas. Até agora, só 20% do conteúdo a ser digitalizado - processo que já dura dois anos - está no ar. Em fevereiro, devem ser disponibilizadas mais 8 milhões de fotos, contemplando todo o acervo da revista.

A idéia da "Life", mesmo depois de lançar o ""Life"".com, é manter o acesso gratuito. O lucro virá com anúncios, impressão de fotos em formatos especiais e venda para usos profissionais. Para proteger esse modelo de negócios, desde já é possível acessar as fotos, inclusive em alta definição, salvá-las e até imprimi-las. Só não pode usá-las "para fins comerciais". Ou seja: está liberado para os trabalhos escolares da molecada.

E publicar no blog, por exemplo, pode? Blau diz que esses sites ficam em um caminho intermediário entre comercial e não comercial. E dá a entender que fará vista grossa. "Nossa prioridade não será vigiar os blogs", adianta. "O que ficaremos de olho é se houver abusos, como o uso não autorizado para ganhar dinheiro."COM AFP E THE WASHINGTON POST

*As fotos cedidas para esta reportagem têm seus direitos autorais pertencentes à Time Inc.

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