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Venezuela pede corte de produção de até dois milhões de barris na Opep

A Venezuela pediu um corte da produção de petróleo de entre um milhão e dois milhões de barris por dia da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), indicou nesta terça-feira o ministro de Energia, Rafael Ramírez, ao chegar a Oran, norte da Argélia, para uma reunião extraordinária do cartel.

AFP |

"No mínimo, um milhão de barris. Mínimo", disse Ramírez a jornalistas. Sobre se o corte deveria ficar entre um e dois milhões, ele disse "sim".

"Não se trata do preço, trata-se da estabilidade, de conter a queda. O importante é que aqui estamos prontos a fazer um corte", acrescentou.

O ministro destacou que existe um "consenso" dentro da Opep para cortar a oferta de maneira significativa e sustentar os preços da commodity, que rondam os 44 dólares e caíram mais de 70% desde seu recorde de quase 150 dólares alcançado em julho.

Os analistas esperam que a Opep anuncie em 17 de dezembro um corte de um a três milhões de barris diários, um dado que pode incluir um eventual fechamento das torneiras da Rússia, segundo produtor de petróleo do mundo, que não pertence ao cartel, mas que foi convidado para a reunião.

Ramírez indicou que o corte de até dois milhões de barris diários não incluía um eventual corte da Rússia ou dos outros três países exportadores de ouro negro que não pertencem à Opep, mas estarão presentes na reunião de Oran: Omã, Síria e Azerbaijão.

A Rússia estuda a possibilidade de coordenar um corte de sua oferta com o cartel e até juntar-se à organização de 13 países, destacou o presidente russo Dmitri Medvedev.

"Somos a favor de a Rússia entrar na Opep", declarou Ramírez.

A Opep representa 43% da produção mundial de petróleo e 54% das exportações de petróleo do mundo. a Rússia cobre 12,6% da produção mundial de petróleo.

lbc/lm/fp

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