Tamanho do texto

Viena, 9 set (EFE).- A Venezuela defendeu hoje manter as cotas de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mas acompanhando com atenção a evolução nos mercados, já que deve haver um excedente de produção de até 1,5 milhão de barris diários nos próximos meses.

O ministro da Energia e Minas da Venezuela, Rafael Ramírez, deu essas declarações ao chegar em Viena, onde o grupo de 13 países produtores de petróleo realizam hoje uma reunião para analisar a situação no mercado, após dois meses de fortes quedas do preço do petróleo.

"Poderíamos estar ainda em um equilíbrio dos fundamentos do mercado (petroleiro) e, nesse sentido, (deveríamos) manter os níveis de produção como estão agora", disse o ministro à imprensa.

Além disso, Ramírez destacou a recente valorização do dólar frente ao euro e outras divisas, e afirmou que a forte oscilação dos preços mostra que há um "forte fator especulativo no mercado".

"Os estoques (de petróleo) estão a um nível confortável, mas caíram um pouco a respeito dos outros anos, mas estão na média", acrescentou Ramírez.

Nos últimos dias, o Governo da Venezuela defendeu um corte da produção para evitar uma queda dos preços.

"Temos a experiência dos anos 90, que, se forem construídos estoques acima do normal, vem um colapso dos preços, e vamos evitar isso", disse Ramírez.

"Talvez vamos chegar a um equilíbrio em um preço próximo aos US$ 100 por barril, talvez isso seja o novo nível do mercado", disse o ministro.

Desde julho, o preço do petróleo da Opep caiu de seu recorde histórico de US$ 140 para US$ 101 hoje.

Para evitar que os preços caiam mais, o ministro venezuelano disse que "talvez" seja necessário "um plano de ação até dezembro, para manter o mercado equilibrado".

Nesse sentido, lembrou que a demanda petrolífera no mundo poderia chegar a cair em cerca de 900.000 barris, o que qualificou de "um número importante". EFE jk/an