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Venezuela defende corte de ao menos 1 milhão de barris diários de petróleo

Oran (Argélia), 15 dez (EFE).- O ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, defendeu hoje, em Oran, que a Organização dos Países Exportadores de Petróle (Opep) decida amanhã cortar a produção conjunta de petróleo em pelo menos 1 milhão de barris diários (mbd).

EFE |

Ao chegar ao hotel onde acontece a 151ª conferência ministerial da Opep, Ramírez não quis dizer aos jornalistas qual é o nível desejado do preço do petróleo e ressaltou que o objetivo é a estabilidade do mercado.

"Não se trata de (estabelecer um) preço, trata-se de estabilidade. Trata-se de conter a queda (dos preços) e, para isso, devemos estar prontos para um grande corte", disse o ministro.

Sobre o volume dessa redução da oferta conjunta da Opep, Ramírez advertiu que ainda deve ser negociados entre os membros do cartel.

"Vamos discutir isso. No mínimo, 1 milhão, no mínimo", ressaltou.

Destacou que, dentro da Opep, já há um consenso sobre a necessidade de diminuir a cota de produção conjunta, estabelecida em 27,3 mbd (sem incluir Iraque e Indonésia).

"O importante é que estamos prontos para fazer um corte", insistiu, acrescentando que estas declarações se referem às "decisões que vamos tomar dentro da Opep", e não às medidas que possam tomar os produtores independentes que assistem à reunião de amanhã como observadores.

Sobre a eventualidade de que Rússia queira entrar na organização como membro de pleno direito, Ramírez disse que Caracas apoiaria a Moscou, mas ressaltou que não corresponde à Opep convidar um novo país, mas este que deve apresentar sua postulação.

"Sim, somos a favor", respondeu o ministro, que é também presidente da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).

A queda dos preços do petróleo em cerca de 70% desde julho passado marca a reunião extraordinária que a Opep - integrada por Angola, Arábia Saudita, Argélia, Equador, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar e Venezuela - realiza na cidade argelina de Oran.

A organização, que controla cerca de 40% da produção mundial de petróleo, convidou os principais concorrentes a assistir ao encontro e aderir à estratégia de limitar a oferta para apoiar as cotações.

Em resposta a este convite, os produtores independentes Rússia, Azerbaijão, Omã e Síria enviam delegações ao encontro de amanhã, e principalmente a Rússia despertou uma grande expectativa nos mercados, após os sinais de que este paíse quer estreitar suas relações com a Opep. EFE wr-jg/an

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