Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Venezuela decide domingo se Chávez poderá se reeleger

SÃO PAULO - A emenda constitucional que prevê que o ocupante de qualquer cargo eletivo na Venezuela pode disputar quantas eleições seguidas desejar vai a voto popular neste domingo. A proposta, defendida pelo presidente Hugo Chávez e criticada pela oposição, parece contar com a aprovação de uma maioria apertada dos eleitores, segundo pesquisas de intenção de voto.

Valor Online |

Chávez foi eleito pela primeira vez em 1998, iniciando seu governo no ano seguinte. Foi reeleito duas vezes e, pelas regras em vigor, seu mandato atual vai até 2012, sem possibilidade de reeleição.

Sondagem do Datanalisis, um respeitado instituto de pesquisa e análise econômica de Caracas, mostra que 51,5% dos eleitores dizem " sim " à possibilidade de reeleição indefinida, e 48,1%, " não " . A margem de erro é de 2,72 pontos percentuais, o que configura empate técnico. Outra pesquisa recente, feita pela americana North American Opinion Research, dá uma vitória ligeiramente mais folgada a Chávez: 54% a 38%. O Grupo de Investigación Social XXI, fala em 55,9% a 40% a favor da emenda.

Em uma década no poder, Chávez conseguiu (segundo dados do governo) reduzir o índice de pobreza pela metade, baixando-o para 26%. A oposição diz que isso se deveu muito mais ao crescimento da economia, puxado pela alta do petróleo, do que às políticas de governo. Chávez calcou sua popularidade em programas de saúde e educação voltados para a população de baixa renda - e também criticados pela oposição, que os acusa de terem má qualidade e fazerem proselitismo político.

A Venezuela é o maior exportador de petróleo da América Latina e o quarto maior fornecedor dos EUA. A receita do petróleo ajudou a bancar os projetos sociais até agora e, apesar da forte queda da cotação do barril, o governo promete manter os gastos sociais. Chávez, de 54 anos, diz querer continuar na Presidência para consolidar sua revolução socialista.

Mas depois de dez anos no poder, até eleitores típicos de Chávez começam a perder sua confiança no presidente. A inflação na casa dos 30% e explosão da criminalidade no país são dois dos fatores que pesam contra o presidente.

Em 2007, Chávez já havia tentado alterar as regras eleitorais para permitir a reeleição indefinida. A proposta fazia parte de um novo projeto de Constituição, rejeitado por uma estreita margem num referendo. Para analistas, o texto foi rejeitado mais por estabelecer que a Venezuela passaria a ser um país socialista e não tanto por permitir a reeleição indefinida.

Esta pode ser a última chance de Chávez mudar a regra eleitoral. Na eleição de dezembro, ele deve perder a maioria absoluta na Assembleia Nacional, o que dificultará mudanças constitucionais.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG