O governo da Venezuela assumiu, ontem à noite, o controle da fábrica de cimento de propriedade da mexicana Cemex, depois de falhar a tentativa de acordo nos termos de sua proposta de nacionalização. Acompanhados de tropas da Guarda Nacional, funcionários do governo e trabalhadores nacionalistas ocuparam pelo menos duas fábricas da Cemex no país.

O presidente Hugo Chávez chamou a nacionalização das indústrias de cimento como um dos muitos "passos em direção ao socialismo", seguindo as nacionalizações das empresas de telecomunicações e eletricidade, dos principais projetos de petróleo e do maior fabricante de aço do país.

Logo após a meia-noite, o Ministro do Petróleo, Rafael Ramirez, disse que o governo estava expropriando a subsidiária da Cemex porque "nós não conseguimos chegar a um acordo nos termos de compensação".

Duas outras fabricantes de cimento, a francesa Lafarge e a suíça Holcim, concordaram com os termos da nacionalização para suas subsidiárias na Venezuela na manhã de ontem. Outras duas empresas também concordaram em permanecer como parceiras minoritárias.

A Cemex confirmou, em comunicado, a intenção da Venezuela de assumir o controle operacional de suas fábricas, mas não quis fazer nenhum comentário.

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