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Vendas se acentuam e Bovespa perde os 40 mil pontos; dólar avança

SÃO PAULO - Commodities em baixa, renovada preocupação com o setor financeiro, rumores de falência da General Motors e descrença com os planos de estímulo econômico são os fatores por trás da perda acentuada de valor das ações ao redor do mundo nesta terça-feira. Por aqui as vendas continua firmes na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que volta oscilar abaixo dos 40 mil pontos, patamar que era respeitado desde o começo do mês.

Valor Online |

Por volta das 14h40 horas, o Ibovespa caía 4,79%, para 39.837 pontos, com giro financeiro em R$ 2,18 bilhões.

Em Wall Street, as atenções estão voltada para o índice S & P 500 que rompeu os 800 pontos e testa mínimas não observadas desde novembro do ano passado. Há pouco, o índice caía 4,37%, para 790 pontos. Para alguns analistas técnicos, a perda desse suporte implica em aumento nas ordens de vendas. Queda acentuada também para o Dow Jones, que perdia 3,56%, e para a bolsa eletrônica Nasdaq, cujo principal índice recuava 3,92%.

As venda não deram trégua mesmo depois que a Casa Branca anunciou que o presidente Barack Obama anunciará amanhã os detalhes do plano de ajuda para os devedores hipotecários. O projeto prevê o uso de ao menos US$ 50 bilhões.

O dia também foi negativo na Europa. O FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou o dia com perda de 2,43%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, cedeu 3,44%. Os bancos puxaram as perdas depois que a agência de classificação de risco Moody's disse que as instituições financeiras do leste europeu vão sofrer com o menor crescimento, trazendo problemas para seus controladores no lado ocidental do continente.

A aversão ao risco se traduz em busca por proteção no dólar e no ouro e consequente saída de commodities e outros ativos. Com isso, o dólar retoma o patamar de R$ 2,30, atingindo o maior preço em duas semanas. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 2,322 na venda, alta de 1,88%.

Dentro do Ibovespa, os papéis de maior liquidez puxam as vendas. Vale PNA caía 5,88%, para R$ 29,09, e Petrobras PN perdia 5,26%, a R$ 26,45.

Os bancos seguem os pares externos e caem forte. Itaú PN recuava 6,49%, a R$ 23,75, e Bradesco PN se desvalorizava 5,61%, para R$ 21,17. As units do Unibanco cediam 6,68%, a R$ 13,39.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN recuava 4,95%, para R$ 14,97. CSN ON cedia 4%, a R$ 36,00, e Usiminas PNA tinha decréscimo de 4,14%, a R$ 27,55.

Apenas dois dos 66 papéis do índice apontavam alta. Light ON ganhava 1,75%, a R$ 24,98, e Telesp PN subia 0,62%, para R$ 42,53.

Fora do índice, a ação ON da Positivo, que disparou quase 80% ontem em meio a rumores de compra, tinha decréscimo de 20,10%, a R$ 7,43.

(Valor Online)

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