BRASÍLIA - As vendas reais da indústria brasileira avançaram 0,2% em julho ante um mês antes, pelo critério dessazonalizado. Na série sem ajuste, o aumento foi de 3,2%, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ante julho de 2007, as vendas reais expandiram-se 13,2%. Nos sete primeiros meses deste ano, houve crescimento de 9% perante igual intervalo do calendário anterior.

Os dados fazem parte da pesquisa Indicadores Industriais da CNI, divulgada nesta quarta-feira.

Em relatório, os economistas da CNI destacam que os dados de julho confirmam a forte trajetória de expansão da atividade industrial. A evolução neste ano é mais intensa do que a vista de janeiro a julho de 2007, quando o faturamento cresceu 5,3% sobre igual período de 2006. Sublinham ainda que, em 2008, apenas em março e abril houve retração nas vendas.

Ainda segundo a pesquisa da CNI, o nível de utilização da capacidade da indústria (UCI) brasileira situou-se em 83,5% em julho em termos dessazonalizados ante os 83,3% registrados em junho. Em julho de 2007, ficou em 82,5%.

Sem ajustes sazonais, o indicador da CNI apontou uso de 83,9% da capacidade instalada da indústria de transformação nacional em julho, acima da marca de 83,1% verificada em junho de 2008. No sétimo mês do exercício passado, estava em 82,5%.

Segundo relatório da entidade, o patamar de 83,5% encontrado no indicador dessazonalizado é o mais alto da série histórica iniciada em 2003. A CNI explica que a elevação no uso da capacidade ocorre de forma moderada frente a uma expansão muito intensa das horas trabalhadas e do emprego. Isso sinaliza que a indústria está em processo de ampliação do parque fabril, de forma a continuar a atender a expansão da demanda.

Os técnicos destacam que há maior uso da capacidade instalada nos setores de metalurgia básica (94,8%), veículos automotores (90,3%) e refino e álcool (94,4%).

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