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Vendas no varejo paulistano subiram 3,9% em julho, mostra Fecomercio

SÃO PAULO - O varejo paulistano continua aquecido e registrou no mês de julho um aumento de 3,9% no faturamento, em comparação com o mesmo mês de 2007. Segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), no acumulado deste ano a evolução é de 5,3% perante o mesmo intervalo do ano passado.

Valor Online |

De acordo com a Fecomercio, esse comportamento continua sendo sustentado pela expansão do emprego e da renda da população, bem como pela oferta de crédito, que oferecem condições para o consumo na capital paulista.

O maior aumento das vendas no mês foi registrado entre as Concessionárias de Veículos, que reportaram alta de 29,4% no faturamento de julho, ante o mesmo período de 2007. No ano, houve aumento de 16,4%. Vale notar que no ano passado a expansão das vendas desse setor já havia sido grande e que nos primeiros sete meses de 2007, o faturamento mostrava alta de mais de 19%.

Para as lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados as vendas de julho foram aquecidas por promoções, o que resultou em faturamento 19,3% maior no mês. No acumulado dos primeiros sete meses, as vendas tiveram alta de 24,2%. A Fecomercio acredita que esse ritmo deve diminuir um pouco, devido ao alto endividamento dos consumidores, que também estão tendo que lidar com a alta de preços de produtos alimentícios, que diminuiu a renda disponível para gastos nesse segmento.

No comércio de Móveis e Decorações o mês também foi favorável, com expansão de 13,2% nas vendas de julho ante o mesmo mês de 2007. No ano, a alta acumulada no faturamento é de 11,7%. O segmento é favorecido pelo aquecimento do setor imobiliário, assim como o comércio de Material de Construção, segmento onde as vendas cresceram 13,1% no mês e 13,7% no ano.

Também continuou positivo o movimento das lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos, onde o faturamento cresceu 7,6% em julho e 13,9% nos primeiros sete meses do ano. Nesse setor também tem influência benéfica a facilidade de crédito ao consumo.

O desempenho é mais modesto para as Farmácias e Perfumarias, comércio que registra no ano aumento de apenas 2,3% nas vendas. No mês de julho o faturamento foi 2,8% maior do que o apurado um ano antes. A receita desse segmento vem sendo afetado pelo consumo de genéricos, que são mais baratos.

Pelo lado negativo o setor supermercadista fechou julho com queda de 11,2% no faturamento, comparado ao mesmo mês de 2007. No período de janeiro a julho a retração é de 0,7%. Segundo a Fecomercio, o aumento de preços dos alimentos tem gerado um efeito de substituição por produtos mais baratos, sobretudo entre os consumidores mais endividados, com renda de até 3 salários mínimos.

Também fecharam no vermelho as Lojas de Departamentos. Em julho o faturamento caiu 12,9% e no ano a baixa já chega a 13,6%. Segundo a Fecomercio é o décimo mês consecutivo de queda das vendas do setor, que tem sido atingido pela atuação de outras grandes lojas que vendem os mesmos produtos, com facilitação de pagamento.

Finalmente, o comércio de Autopeças e Acessórios deu prosseguimento à tendência negativa e fechou o mês com queda de 26,9% no faturamento real. No intervalo dos primeiros sete meses o recuo é de 29,6% perante o mesmo período do ano passado. Além da concorrência com importados e a substituição da frota de veículos, a Fecomercio acredita que a demanda por esses produtos está sendo atendida pelas próprias concessionárias, que também prestam serviços.

(Valor Online)

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