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Setor teve avanço em 26 Estados do País; exceção foi o Piauí, onde as vendas recuaram na comparação com julho do ano passado

O comércio varejista do país registrou em julho crescimento de 0,4% em relação ao mês anterior tanto no volume de vendas quanto na receita nominal com ajuste sazonal. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor manteve com esse reultado a sequência de taxas positivas de três meses para o volume e de sete meses para receita.

Nas demais comparações, extraídas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimo de 10,9% sobre julho do ano anterior e de 11,4% e 9,7% nos acumulados dos sete primeiros meses do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 13,5%, 14,5% e de 12,7%, respectivamente.

Vendas no varejo

Evolução do desempenho em meses de julho (em %)

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Fonte: IBGE

Nos resultados em relação ao mês anterior com ajuste sazonal, seis das dez atividades pesquisadas apresentaram variações positivas no volume de vendas: Livros, jornais, revistas e papelaria (3,4%); Veículos e motos, partes e peças (2,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,9%); Material de construção (1,1%); Tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). As variações negativas ocorreram em Combustíveis e lubrificantes (-0,2%); Móveis e eletrodomésticos (-0,5%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,4%).

Na relação com julho de 2009, na série sem ajuste sazonal, todas as oito atividades do varejo assinalaram aumentos no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram as seguintes: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (11,0%); Móveis e eletrodomésticos (12,2%); Tecidos, vestuário e calçados (12,5%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,4%); Combustíveis e lubrificantes (7,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (8,4%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (20,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (7,4%).

O Comércio Varejista ampliado registrou variações em relação ao mês anterior de 1,2% para o volume de vendas e de 1,6% para a receita nominal, ambas as taxas com ajustamento sazonal. Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as taxas foram de 12,3% para o volume de vendas e de 15% para a receita nominal. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses o setor apresentou crescimento de 11,8% e 11,6% para o volume e de 14,5% e 13,0% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

No que tange ao volume de vendas, a atividade de Veículos, motos, partes e peças obteve expansão de 14,6% em relação a julho de 2009. Ofertas, lançamento de novos modelos e crédito justificam esse resultado. No acumulado no ano e nos últimos 12 meses as taxas de variação alcançaram 12,1% e 15,9%, respectivamente.

Quanto a Material de Construção, os acréscimos do volume de vendas foram de 14,9% na relação com julho do ano passado, de 15,8% no acumulado do ano e de 7,7% nos últimos 12 meses. Tais resultados decorrem do quadro favorável da economia, somado às medidas oficiais de incentivo à construção civil.

Entre as unidades da federação, 26 tiveram resultados positivos na comparação julho10/julho09, com as taxas mais elevadas sendo obtidas por Tocantins (57,0%), Rondônia (29,6%), Acre (27,8%), Roraima (23,7%), Mato Grosso (21,0%) e Maranhão, com variação de 20,7%. Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista, destacaram-se, pela ordem, São Paulo (10,8%), Rio de Janeiro (8,5%), Minas Gerais (11,4%), Rio Grande do Sul (12,3%), e Paraná (10,3%). Somente o Piauí apresentou resultado negativo na comparação com julho de 2009.

Em relação ao varejo ampliado, as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Tocantins (44,1%), Roraima (22,5%), Espírito Santo (18,9%), Paraíba (18,3%) e Mato Grosso (15,8%). Quanto ao impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (11,1%), Minas Gerais (14,6%), Rio Grande do Sul (15,2%), Paraná (15,4%) e Rio de Janeiro (8,3 %). Os resultados em relação ao mês anterior com ajuste sazonal apontam dezessete estados com variação positiva no volume de vendas, tendo-se como destaques Rio Grande do Norte (4,3%), Rio Grande do Sul (3,8%), Mato Grosso (2,8%), Acre (2,5%), Maranhão (2,4%) e Alagoas (2,0%).

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