Os resultados das vendas no varejo em fevereiro, apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , ficaram acima do teto das previsões dos analistas e ampliaram a alta dos juros futuros. É que cresceu a sensação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central terá de começar o ciclo de aperto monetário neste mês, elevando a taxa Selic (de 8,75% ao ano) em 0,75 ponto porcentual.

Os resultados das vendas no varejo em fevereiro, apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , ficaram acima do teto das previsões dos analistas e ampliaram a alta dos juros futuros. É que cresceu a sensação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central terá de começar o ciclo de aperto monetário neste mês, elevando a taxa Selic (de 8,75% ao ano) em 0,75 ponto porcentual. Esta aposta já é majoritária no mercado. Segundo o IBGE, as vendas do comércio varejista cresceram 1,6% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com fevereiro de 2009, as vendas do varejo registraram alta de 12,3%. Em mais uma sessão de volume vigoroso, o juro para julho de 2010 encerrou a 9,365%; para janeiro de 2011, a 10,67%; e para janeiro de 2012, a 11,90%. A expectativa de que o Copom terá de promover aumentos na taxa básica de juros maiores do que os inicialmente previstos também ajudou o dólar a fechar em queda de 0,57%, a R$ 1,7470 no balcão. Pesou ainda o otimismo generalizado no exterior. Lá fora, os balanços favoráveis da Intel e do JPMorgan, os dados de vendas no varejo melhores do que o esperado também nos EUA, a inflação norte-americana sob controle e o crescimento chinês de Cingapura no primeiro trimestre imprimiram um tom positivo aos negócios nas bolsas pelo mundo. A Bovespa retomou os 71 mil pontos, ao subir 0,34%, aos 71.034,85 pontos. Em Nova York, o Índice Dow Jones avançou 0,95% e o Nasdaq subiu 1,58%.

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