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Vendas no varejo caem 4,5% em SP

As vendas no comércio varejista de São Paulo, o principal mercado consumidor do País, despencaram este mês. Entre os dias 1º e 27 de outubro, o número de consultas para vendas à vista e com cheque pré-datado caiu 4,5% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Agência Estado |

De janeiro a setembro, o crescimento médio acumulado havia sido de 5,6% na comparação com 2007.

No crediário, o volume de consultas aumentou apenas 1,4% neste mês até segunda-feira em relação aos mesmos dias do ano passado, segundo a entidade, depois de uma média de crescimento de 8,3% de janeiro a setembro em relação a 2007. "De setembro para outubro deste ano, houve uma mudança radical no ritmo de consultas para vendas no varejo. A última vez que registramos uma desaceleração tão forte foi em 2003, após a eleição do presidente Lula, quando a taxa básica de juros foi a 26% ao ano", diz o economista da ACSP, Emílio Alfieri.

Ele destaca que o tombo foi maior nas vendas à vista e com cheque pré-datado. Entre uma taxa de crescimento de 5,6% no número de consultas entre janeiro e setembro e uma queda de 4,5% neste mês, a variação em termos absolutos foi de 10,1 pontos porcentuais. Na análise do economista, a retração nas vendas à vista reflete a maior cautela do consumidor, que prefere segurar um pouco as despesas, com medo do que poderá acontecer. "Mas ainda não sabemos se a confiança foi afetada."

Diante das restrições no crédito, que ficou mais caro e raro, pode parecer contraditório que ele tenha tido neste mês um desempenho ainda positivo e melhor do que as vendas à vista. Alfieri atribui o resultado ao esforço do varejo de facilitar os negócios, dando oportunidade de pagar a primeira prestação em dezembro. "Quem vende a prazo tem chance de fazer algum marketing com a forma de pagamento."

O setor de shopping centers não confirma a retração nas vendas captada pela ACSP. "Ainda não sentimos a freada nas vendas do varejo", afirma Luiz Fernando Veiga, vice-presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que reúne 50% dos shoppings em funcionamento no País.

O executivo conta que, ontem, houve uma reunião com representantes do setor de sete Estados e, por enquanto, não foram captadas mudanças no ritmo das vendas. Veiga pondera que esse movimento não é atípico porque tanto em fases de crescimento como de queda o setor de shoppings tem variações menos abruptas em relação ao comércio de rua.

A razão apontada para essa certa "imunidade" é o fato de os shoppings terem uma grande fatia de empresas prestadoras de serviços, como redes de fast-food, que sentem menos o impacto da retração. É que os gastos com alimentação são os últimos a serem cortados.

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