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Vendas no comércio avançaram 3,2% em maio na região metropolitana de São Paulo

SÃO PAULO - As vendas no comércio varejista na região metropolitana de São Paulo aumentaram 3,2% no mês de maio, em comparação com o desempenho do mesmo mês de 2007. Apesar do avanço, a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) acredita que a alta da inflação deve começar a afetar as vendas nos próximos meses. De janeiro a maio a expansão do faturamento no setor é de 5,9% perante o mesmo intervalo de 2007.

Valor Online |

A entidade acredita que o comportamento do comércio vai depender do efeito das medidas de controle de inflação. Alterações no acesso ao crédito e redução da renda real, seja por elevação de imposto ou aumento da inflação, podem mostrar reflexos imediatos nos próximos meses sobre o movimento das vendas, comenta a federação em seu relatório.

Sob influência do Dia das Mães, o setor com melhor resultado no mês foi o de Vestuário, Tecidos e Calçados, cujas vendas tiveram alta de 27,9% ante maio de 2007. No período de cinco meses acumulados a expansão do setor já é de 24%. Ainda assim, a expectativa para o mês de junho é de arrefecimento nessa curva de alta, devido ao endividamento crescente dos consumidores.

Outro destaque no mês foi o de concessionárias de veículos, onde o faturamento real cresceu 12% no mês e soma alta de 12,9% no acumulado deste ano. Foi o segundo melhor mês do ano para esse segmento e a Fecomercio avalia que o crédito facilitado é o principal impulso para essa expansão.

Nas lojas de Móveis e Decoração a evolução das vendas foi de 10,5% em maio. Assim como nos outros segmentos o crédito colabora para elevar o faturamento do setor, estimulado pelo aquecimento do setor imobiliário em São Paulo. No acumulado do ano a elevação é de 12%.

Para o setor de Eletrodomésticos e Eletrônicos, também favorecido pelo evento do dia das mães e a facilidade de financiamento, o aumento das vendas reais foi de 8,3% no confronto com maio de 2007. Nos primeiros cinco meses do ano, o crescimento é de 16%.

Assim como o setor de móveis e decorações, as lojas de Material de Construção continuam sendo beneficiadas pela expansão do cenário imobiliário. Em maio as vendas desses lojistas aumentaram 3% e no período acumulado a alta é de 14,3%. Esse ritmo no entanto pode não se manter nos próximos meses caso a inflação persista e encolha o poder de compra dos consumidores, avalia a Fecomercio. A entidade também acredita que a restrição da circulação de caminhões poderá ter efeito nos preços e, consequentemente, na demanda.

O setor de Farmácias e Perfumarias conseguiu elevar seu faturamento real de maio em 2,3% perante o mesmo mês do ano passado. A diversificação do mix de produtos e a implementação de cartões próprios de lojas têm estimulado a recuperação desse segmento, que acumula alta de 2,8% nos cinco primeiros meses do ano.

Também mostrou recuperação o setor supermercadista, cujo faturamento cresceu 1,5% no confronto entre os meses de maio de 2007 e deste ano. O aumento do faturamento está associado à alta dos preços, sobretudo de alimentos, que estão sendo repassados ao consumidor. No período acumulado, o faturamento real cresceu 3,3%.

Entre os segmentos que registraram desempenho negativo em maio se destaca o de Lojas de Departamentos que registrou a oitava baixa consecutiva ao cair 15,6% em maio. segundo a Fecomercio, esse movimento sustentado tem a ver com a concorrência entre as lojas de departamento e as grandes lojas de outros segmentos, que vendem a mesma gama de produtos. No ano a baixa é de 13,9%.

A concorrência com produtos chineses e a frota nova de veículos na região metropolitana de São Paulo explicam a baixa das vendas em Lojas de Autopeças e Acessórios, que caíram 31,1% em maio e 29,9% no cinco primeiros meses deste ano.

(Valor Online)

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