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Vendas do varejo paulistano caíram 6,8% em dezembro, diz Fecomercio

SÃO PAULO - A queda das vendas de veículos e também em supermercados em dezembro levou o varejo paulistano a fechar o último mês de 2008 com baixa de 6,8% no faturamento perante o mesmo período do ano anterior. O resultado consta a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), divulgada hoje.

Valor Online |

No ano todo de 2008, o comércio da capital paulista avançou 1,7%, mas o último trimestre foi fortemente afetado pela crise, levando o setor a registrar o primeiro trimestre de variação negativa em seis anos, de 7,4% em relação ao intervalo entre outubro e dezembro de 2007.

O levantamento mostra que, em dezembro, a queda das vendas foi puxada pelo segmento de Concessionárias de Veículos, onde o faturamento caiu 13,7% em relação a dezembro de 2007. Em Supermercados, a baixa foi de 9,5% no mês em análise. Vale notar que o setor tem peso relevante para a mensuração do índice e que em novembro o faturamento do segmento já havia caído 9,2%.

No confronto entre dezembro e novembro, entretanto, houve uma melhora, dado que mesmo em desaceleração a atividade no mês de Natal é sempre mais forte. O comércio em geral avançou 34,1%, com aumento 43,4% no faturamento de lojas de eletroeletrônicos, 84% de alta no segmento de vestuário, tecidos e calçados e 18,3% de avanço entre as concessionárias de veículos. Nos supermercados, o aumento foi de 24,9% em relação a novembro.

Para a Fecomercio, os dados que comparam os meses de dezembro e o último trimestre traduzem a queda na confiança dos consumidores, contagiada pela crise desde seu agravamento, em outubro último. "O ciclo de prosperidade vivenciado nos últimos anos chegou ao fim", avalia Abram Szajman, presidente da entidade.

No ano de 2008 os setores que fecharam com faturamento menor foram as lojas de autopeças e acessórios, com recuo de 25% ante 2007, seguidas de lojas de departamento, com queda de 11,4% no período, e dos supermercados, onde o faturamento recuou 4,6% no ano. Entre os ganhos mais expressivos de receita destaca-se a alta de 18,2% entre as lojas de vestuário, tecidos e calçados.

Com as incertezas sobre dimensão e intensidade dos problemas que a crise deve trazer ao país, a entidade não tem previsão para as vendas deste ano. Ainda assim, a percepção é de que a desaceleração internacional e a redução da confiança dos consumidores podem continuar deteriorando a atividade varejista.

"É essencial que o governo federal amplie as medidas no sentido de restaurar a confiança dos agentes econômicos, como a redução da taxa de juros e diminuição da carga tributária, fatores importantes para reduzir os impactos da crise", completa Szajman.

(Valor Online)

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