Em setembro, mês que marcou o início da fase mais aguda da crise financeira nos mercados mundiais e a forte queda nas bolsas de valores, o Tesouro Direto atraiu um maior número de investidores. De acordo com os últimos dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), houve um aumento de 253,1% nas vendas de títulos em setembro em relação à igual mês do ano passado, totalizando R$ 114,7 milhões.

Em agosto foram vendidos R$ 114,9 milhões. Com o resultado de setembro, as vendas do ano chegaram a R$ 958,5 milhões, "o melhor resultado desde a criação do programa".

Nos últimos três meses, com o agravamento da crise financeira, as vendas de títulos por meio do Tesouro Direto foram mais elevadas do que na média deste ano. Em julho, se registrou o maior patamar com a venda R$ 183,12 milhões.

Os títulos preferidos foram os prefixados que, representaram 43,2% do total dos papéis vendidos. Os títulos atrelados à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficaram em segundo lugar, com participação de 35,4% do total vendido pelo Tesouro. O valor médio das operações foi de R$ 14 mil.

O total de investidores cadastrados chegou a 133.394 mil em setembro, acumulando alta de 41,5% nos últimos 12 meses. Somente em 2008, foram agregados ao programa 30.401 mil novos investidores.

Estoques

O estoque de títulos em poder dos investidores adquiridos no Tesouro Direto é de R$ 1,9 bilhão, número 41% superior ao verificado em setembro de 2007.

No estoque do Tesouro Direto, os títulos indexados a índices de preços representam 42,4%, os prefixados ficaram 37,2% e os papéis vinculados à taxa Selic tiveram participação de 20,5%. Segundo o Tesouro, as LTNs (papéis prefixados) com vencimento em outubro e julho de 2009 tiveram, respectivamente, as maiores rentabilidades em setembro.

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