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Vendas do agronegócio devem recuar 12% este ano

São Paulo - O ano mal começou, mas o governo já trabalha com a possibilidade de a balança comercial perder parte do apoio de um importante aliado: o agronegócio. O agronegócio, sempre responsável por uma parcela significativa do superávit, vai recuar pelo menos 12% este ano.

Agência Estado |

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, as vendas externas do setor, que em 2008 foram de US$ 71,8 bilhões, estão estimadas em US$ 63,4 bilhões neste ano.

A retração das vendas em dólar é explicada pela queda nos preços internacionais. Mesmo com a recuperação de janeiro, a valorização ainda não se aproxima das máximas do primeiro semestre do ano passado. Naquele período, algumas das principais commodities atingiram recordes. O preço da soja, por exemplo, superou US$ 16 por bushel em julho. A carne bovina, ante a forte de manda dos países emergentes e a baixa disponibilidade, teve os preços da tonelada in natura negociados acima de US$ 4,5 mil ao longo do ano, mas fechou dezembro em US$ 3,2 mil.

"Os primeiros 16 dias úteis de janeiro foram positivos, com os preços recuperando parte da queda em 2008 e com os volumes embarcados se recuperando. E, como se sabe, a agricultura responde rápido à valorização do dólar", afirma Porto.

Na opinião do secretário, a queda nas exportações não está relacionada a retração na demanda por alimentos. Segundo ele, os fundamentos que fizeram os preços agrícolas terem forte alta em 2008 estão mantidos, como a queda de estoques e a demanda dos países emergentes.

Apesar do otimismo do governo, o secretário admite que existem aspectos que ainda preocupam, como o protecionismo já sinalizado por alguns países importadores. Outra preocupação do governo é com os Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACCs), linha usada para financiar os exportadores, que ainda segue em ritmo lento. De acordo com Porto, os dados do Banco Central mostram que o crédito para ACC ainda é muito baixo, mesmo com todas as medidas adotadas pelo governo. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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