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Vendas de notebooks superam as de desktops pela primeira vez nos EUA

SÃO PAULO - As vendas de notebooks superaram, no terceiro trimestre deste ano, o número de PCs de mesa (desktops) comercializados nos EUA. Dados da consultoria IDC mostram que, pela primeira vez, a fatia dos PCs portáteis nas vendas passou dos 50%, chegando a 55,2% do total de unidades comercializadas.

Valor Online |

Essa fatia foi obtida graças a um volume recorde de vendas entre julho e setembro, de mais de 9,5 milhões de unidades. Esse número representa mais de 18% de expansão no comércio desses aparelhos em relação tanto ao mesmo período do ano passado quanto em relação ao segundo trimestre deste ano.

Parte desse crescimento foi impulsionado pelo período de volta às aulas nos EUA, afirma o IDC, que ainda nota que ele foi obtido durante os momentos iniciais da atual crise financeira no país. Segundo a consultoria, porém, as dificuldades econômicas não afetaram imediatamente o mercado de PCs, o que se traduz nas vendas de notebooks.

O levantamento do IDC ainda mostra que praticamente todas as principais fabricantes que têm tanto desktops quanto notebooks em seus portfólios venderam mais aparelhos do tipo móvel no terceiro trimestre. Para aqueles que se concentraram apenas no segmento de notebooks, o período foi bastante produtivo. Para as que atuam nos dois mercados, como Sony, Acer e Lenovo, a fatia de notebooks vendidos sobre o total de PCs ultrapassou a casa dos 65%.

A consultoria ainda identifica o crescente interesse de empresas que fabricam apenas notebooks no mercado dos EUA, atrás da tendência de uma taxa de mais de um PC por usuário no país. A taiwanesa Asus e a sul-coreana Samsung são exemplos dessas empresas, sendo que a primeira também atua em um mercado nascente na área de computadores portáteis: o dos mininotebooks, PCs portáteis mais simples e baratos, voltados principalmente para o acesso à internet e tarefas pouco complexas. A empresa fabrica o EeePC, considerado o fator de popularização desse segmento entre os norte-americanos.

O surgimento do segmento de mininotebooks, inclusive, tem impulsionado ainda mais as vendas - em unidades - de PCs. Após a chegada do EeePC, que hoje já é uma família de computadores, outras companhias líderes de mercado começaram a apostar no segmento, como a Hewlett-Packard (HP), a Dell e a LG.

"O mercado consumidor continua a ser o principal motor do crescimento dos notebooks, mas o setor comercial também teve um papel importante", afirmou o gerente de pesquisa de Sistemas Pessoais do IDC, David Daoud. "O mercado consumidor há muito tem favorecido os notebooks, com taxa de participação superando os 70%. Por isso fica claro que os usuários pequenos e médios, assim como empresas e governos, estão vendo boas oportunidades na mobilidade", afirma Daoud.

Segundo o analista, embora a mobilidade deva se manter como principal fator de crescimento do mercado no futuro, a crise econômica terá impactos no curto e médio prazos nesse segmento. "Uma tensão econômica prolongada pode ter um efeito adverso no mercado de PCs e levar a um crescimento menos acentuado", afirma Daoud. "A boa notícia, porém, é que praticamente todos os consumidores consideram os PCs produtos indispensáveis e não supérfluos", conclui.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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