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Vendas da UE para o Brasil crescem 27% e vão a #128; 19 bi

O Brasil foi o mercado que mais cresceu para as exportações européias em todo o mundo em 2008. No ano, as vendas da União Européia (UE) para o País aumentaram 27%, o maior crescimento entre os principais mercados de exportações do bloco.

Agência Estado |

Os dados mostram a importância do mercado nacional para as empresas européias, em plena recessão, e são apresentados às vésperas da cúpula Brasil-UE que ocorre na segunda-feira no Rio de Janeiro.

Segundo dados da Eurostat, o escritório de estatística da UE, os europeus exportaram ao Brasil 19,5 bilhões entre janeiro e setembro. Esse volume foi 27% acima do que a Europa havia vendido em 2007. Já o Brasil aumentou suas exportações em apenas 13% para a Europa, com um volume de vendas de 26,8 bilhões de euros.

O saldo comercial continuou a favor do Brasil, mas o superávit diminuiu em mais de 1 bilhão. Em 2007, o saldo a favor do Brasil era de 8,4 bilhões. Em 2008, caiu para 7,3 bilhões.

O Brasil é hoje o décimo maior destino de exportações da Europa e, em termos de crescimento, superou a Rússia (com 25%), Índia com 15% e a China, com 13%. Pequim, porém, continua sendo o maior fornecedor de mercadorias ao mercado europeu, superando os Estados Unidos. Quem também ameaça a posição americana são os russos, graças à dependência energética da Europa diante do gás da Sibéria.

No caso do Brasil, o crescimento do mercado doméstico é o que incentivou o fluxo de bens europeus. Os dados ainda demonstram porque Bruxelas insiste em classificar o País como um de seus parceiros estratégicos. Diante da crise e o encolhimento da economia européia, Bruxelas aposta no Brasil e em outros emergentes para alavancar as exportações e evitar prejuízos ainda maiores para as empresas.

Na Comissão Européia, a idéia é de que novas formas de promover o comércio entre o Brasil e a UE devem ser encontradas e o bloco não quer esperar mais por um acordo com o Mercosul para facilitar a vida dos empresários. A UE e o Mercosul negociam há mais de dez anos um acordo. Mas não há um entendimento sobre o que deve ser liberalizado.

Com o fracasso da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), o chanceler Celso Amorim já deixou claro que espera retomar o diálogo com os europeus. Mas nem todo o Mercosul estaria tão entusiasmado como Amorim.

Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os líderes europeus devem aprovar um plano de ação para estreitar as relações e dar conteúdo à parceria estratégica entre Brasília e Bruxelas. No plano está uma tentativa de superar as dificuldades comerciais e estabelecimento de canais entre empresários.

A alta nas exportações aos emergentes contrasta com a queda das vendas da Europa para os demais países ricos, em plena recessão. As exportações da UE tanto para os Estados Unidos como para o Japão caíram 3% em 2008. O mercado americano, porém, continua sendo o principal destino das exportações européias, no valor de 189 bilhões.

Mesmo com a expansão das exportações ao Brasil e a outros emergentes, a balança comercial da zona euro acumulou um déficit entre janeiro e outubro de 24 bilhões. Em 2007, o bloco mantinha um superávit de 17 bilhões.

Um dos problemas no buraco comercial europeu é sua conta energética. As importações de energia chegaram a 235 bilhões zona do euro, 43% a mais que no mesmo período de 2007. Nos 27 países da UE, a conta chegou a 282 bilhões, alta de 47,8%.

O resultado disso foi um aprofundamento do déficit comercial com a Rússia, em 57 bilhões. O déficit com a China está em 120 bilhões. Mas o superávit com os Estados Unidos caiu 20%, para 49 bilhões. O déficit energético foi em parte compensado pelo setor de máquinas, químicos e veículos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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