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Venda no varejo tem queda recorde, mas confiança sobe

Por Alister Bull WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo norte-americano sofreram uma queda recorde em outubro em meio à crise financeira, mas parte da baixa ocorreu por conta do colapso dos preços da gasolina, que ajudaram a elevar a confiança do consumidores neste mês.

Reuters |

O Departamento do Comércio informou nesta sexta-feira que as vendas no varejo caíram 2,8 por cento em outubro para 363,7 bilhões de dólares ajustados, maior queda desde que a atual metodologia foi adotada em 1992, à medida que o desemprego atingiu a disposição dos consumidores para comprar.

Uma pesquisa separada da Reuters/Universidade de Michigan mostrou que em novembro a confiança do consumidor se recuperou inesperadamente após uma queda recorde em outubro, à medida que a baixa dos preços da gasolina ofuscou preocupações sobre a economia.

"O que você está vendo agora é a turbulência dos mercados de crédito e financiamento atingindo o setor de consumo", afirmou Kevin Flanagan, estrategista de renda fixa e gerente de riqueza global da Morgan Stanley.

Economistas pesquisados pela Reuters previam uma queda de 2 por cento nas vendas no varejo à medida que a crescente crise financeira atingia os consumidores.

As vendas excluindo carros caíram 2,2 por cento em outubro, registrando um recorde, ante previsão de baixa 1,2 por cento.

Os preços mais baixos da gasolina, à medida que o petróleo recuou fortemente frente ao recorde perto de 147 dólares por barril atingido em julho, ajudaram a derrubar as vendas nos postos de combustíveis, que despencaram 12,7 por cento em outubro.

Como resultado, uma medida bastante observada das vendas no varejo com a exclusão de carros e gasolina caiu 0,5 por cento em outubro.

"Tire os carros e a gasolina e é uma queda de 0,5 por cento. Não é bom, mas também não horrível. Poderia ser pior, mas também não foi encorajador", afirmou David Resler, economista chefe da Nomura Securities.

A pesquisa com consumidores da Reuters/Universidade de Michigan afirmou que o índice de confiança subiu para 57,9 pontos em novembro, frente a 57,6 em outubro. Apesar da alta, o sentimento continua em níveis baixos, com o índice abaixo das mínimas atingidas nas duas últimas recessões.

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