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Venda de veículos sofre queda nos EUA em junho

Washington, 1 jul (EFE).- As vendas de automóveis nos Estados Unidos caíram em junho tal como previsto por analistas, segundo informaram hoje os fabricantes, e confirmou que a crise do setor ainda não chegou ao fundo do poço.

EFE |

Embora previsíveis, as perdas dos três principais fabricantes de automóveis nos EUA durante o mês passado não deixam de ser dramáticas.

A Ford, segundo maior fabricante de automóveis americano, viu quase um terço de suas vendas desaparecer de junho de 2007 a junho de 2008.

A General Motors (GM), embora tenha superado as expectativas dos analistas ao perder apenas 18,5% de suas vendas, acumulou cifras vermelhas adicionais na categoria de automóveis, onde mais se esforçou nos últimos anos, devido à concorrência com os fortes fabricantes asiáticos.

O único consolo da GM é que sua grande rival, a japonesa Toyota, também fechou o último mês da primeira metade do ano com uma perda de dois dígitos, cerca de 11,5%.

Enquanto o Grupo Chrysler, terceiro fabricante de automóveis americano, superou inclusive as perdas da Ford e acumulou 36% de queda da demanda.

Esses resultados podem intensificar os rumores de que a Chrysler - sob controle do fundo de investimentos Cerberus desde o ano passado - poderia se preparar para declarar a moratória, perante as graves dificuldades econômicas que atravessa, no entanto, os diretores da companhia descartaram essa opção.

A gravidade das perdas do setor durante junho fez com que a Casa Branca reagisse, através de seu porta-voz, Tony Fratto, reconhecendo as dificuldades que os fabricantes de automóveis estão sofrendo.

Fratto chamou de "uma verdadeira transição" a situação das empresas, mas não ofereceu nenhum sinal de que a administração do presidente George W. Bush vá atuar em seu favor.

"Estamos agora em um período de menor crescimento e isso sempre terá um impacto neste importante setor. Combinado com os elevados preços da gasolina que vimos nos últimos anos e mais recentemente nas últimas semanas, isso está fazendo com que os clientes mudem os tipos de veículos que querem comprar", disse Fratto.

O setor, que há anos bate a porta da Casa Branca sem nenhum resultado, está mais empenhado em tentar convencer seu próximo inquilino de que é vital para a economia americana e necessita ajuda federal.

Na última semana, os diretores da Ford e da General Motors se reuniram com o futuro candidato democrata à Presidência, Barack Obama, para defender suas posições.

No entanto, a Ford deixou claro que a segunda metade de 2008 será, inclusive, mais difícil que o primeiro semestre.

"A economia entra na segunda metade com uma notável falta de vigor e um alto grau de incerteza", afirmou hoje Jim Farley, vice-presidente do Grupo Ford para Marketing e Comunicações.

As palavras de Fratto também ressaltam o que é óbvio há meses, que os consumidores viraram as costas para os veículos maiores, pesados e de cara manutenção em favor de autos mais simples.

Os que estão se aproveitando da situação são, por enquanto, os fabricantes japoneses.

Nadando contra corrente, a Honda foi capaz de terminar junho com um significativo aumento das vendas globais.

As vendas do grupo japonês aumentaram cerca de 13,8%, impulsionadas pelo forte aumento da demanda dos autos da divisão Honda, aproximadamente 41,4%.

O grupo Toyota, embora tivesse perdido como conjunto, fechou os últimos 30 dias com um aumento de 4,4% das vendas de autos da divisão Toyota.

E o grupo Ford, apesar de sua queda vertical no conjunto das categorias, limitou sua queda em autos a 12,1%.

Só a General Motors e a Chrysler, mais associados com grandes veículos e caminhonetes, tiveram perdas superiores na categoria de autos do que as das caminhonetes.

A GM perdeu 21,1% e a Chrysler drásticos 49% nesta categoria. EFE crd/bm/plc

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