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Venda de supermercados até outubro tem maior alta em 10 anos,diz Abras

SÃO PAULO - As vendas dos supermercados apresentaram crescimento real de 9,19%, no acumulado de janeiro a outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. Essa, sem dúvida, foi a maior alta nesse período nos últimos 10 anos, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda.

Valor Online |

Os dados do levantamento mensal realizado pela entidade revelaram que o crescimento real das vendas no mês de outubro foi de 11,48%, quando comparado ao mês mesmo mês do ano anterior. Perante setembro, o aumento foi de 6,62% no índice deflacionado pelo IPCA.

Em termos nominais, ou seja, sem descontar a variação do IPCA, houve elevação de 18,63% nas vendas na comparação com outubro de 2007. O avanço foi de 7,10% em relação a setembro deste calendário. No acumulado até outubro de 2008, a expansão nominal correspondeu a 15,30%.

"Esse foi um ano muito bom para os supermercados", disse Sussumu Honda. Segundo ele, mais de 50% do faturamento dos supermercados é fruto da venda de alimentos, produtos que são mais resistentes às variações de demanda, por serem de necessidade básica para o consumidor.

Isso explica o crescimento do setor mesmo em tempos de instabilidades econômicas. "Estamos falando muito da crise, mas em termos de dados reais, as consequências ainda não são vistas diretamente", afirmou Honda.

Outro motivo pelo qual o setor ainda não se abalou com os tumultos da economia mundial, segundo o presidente da Abras, é o fato de que os alimentos são mais sensíveis à renda do que ao crédito. "A maior parte das nossas vendas são feitas com cartões de débito, ticket-alimentação e dinheiro em espécie. Por isso não somos tão afetados pelas restrições ao crédito", explicou ele.

Essa particular resistência dos supermercados é claramente revelada quando se analisa os preços dos produtos vendidos nos supermercados no mês apurado. O índice que mede a inflação do setor, também divulgado nessa quinta-feira pela Abras, mostra que o preço dos 35 itens analisados pela associação sofreram alta nominal de 2,35% em outubro com relação a setembro. Variação bem maior do que a do IPCA , que registrou alta de 0,45%, no mesmo período. "As vendas cresceram, mesmo com o aumento dos preços, porque as pessoas não deixam de comer", disse Honda.

A cesta formada por esses principais produtos analisados pela Abras custava R$ 251,90 em outubro e, em setembro, R$ 257,90. A farinha de mandioca, a margarina cremosa e o pernil apresentaram a maior alta com relação a setembro. A cebola, a farinha de trigo e o ovo foram os produtos que registram as maiores quedas no período.

(Vanessa Dezem | Valor Online)

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