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Venda de imóveis novos cresceu 62,6% em agosto

Se de um lado o setor da construção civil reclama de falta crédito - a ponto de sensibilizar o governo a criar um pacote de ajuda de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões -, do outro, comemora o desempenho dos índices de vendas. Segundo pesquisa do Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) divulgada ontem, as vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo cresceram 62,6% em agosto em relação a julho, totalizando 4.

Agência Estado |

146 unidades.

O levantamento, no entanto, ainda não mede o impacto direto do período mais crítico da crise até agora, ocorrido em setembro. "Esse clima de incertezas terá influência sobre o mercado imobiliário", diz o economista-chefe do Sindicato, Celso Petrucci. Mas, em sondagem feita pela entidade entre empresários, em setembro, a procura permaneceu alta e os efeitos da crise devem começar a aparecer nos números de outubro.

Para evitar um corte súbito de recursos ao setor, o economista Eduardo Giannetti da Fonseca defende a redução do compulsório de 30% da caderneta de poupança. Segundo ele, a medida irrigaria o crédito imobiliário. "Isso aumentaria o valor disponível para os empréstimos e compensaria a redução do montante que as empresas esperavam captar em bolsa."

A poupança é a principal fonte de financiamento habitacional no País, responsável por uma fatia de 70% das aplicações. O recurso financia tanto a compra como a produção do imóvel. A visão do economista, que traçou ontem cenários para o setor no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, está afinada com a de representantes da área.

Para ele, o crédito é a principal porta pela qual a crise financeira internacional deve acertar a economia real do País e o mercado imobiliário. "É preciso encontrar uma solução para as empresas que foram pegas no contrapé da crise, sem recursos para terminar empreendimentos e com lançamentos já vendidos", disse.

Segundo as previsões de Giannetti da Fonseca, o mundo passará por um período de recessão de cerca de dois anos, com conseqüências inevitáveis no mercado imobiliário brasileiro, apesar das diferenças nas economias do Brasil e dos Estados Unidos. "Aqui não foram adotados mecanismos irresponsáveis de alavancagem, não há bolha nem insolvência", disse. Mas, segundo ele, o Brasil, seguramente, enfrentará um problema de "reposicionamento do mercado, em função do encurtamento do crédito". Ele projeta expansão de 3,5% para o País em 2009.

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