O aumento do preço, aliado à redução do ritmo das conversões de motores dos automóveis, fizeram com que as vendas de gás natural veicular (GNV) recuassem 1,5% em volume físico no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007. A informação é do presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra.

Segundo ele, esse porcentual de queda não é apenas da BR, mas de todo o setor. "O preço do GNV subiu 14% no semestre. Isso, somado à queda no ritmo das conversões fez com que as vendas caíssem", disse Dutra.

O menor consumo de GNV atende aos anseios do governo. No final do ano passado, o então ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse que não aconselhava os motoristas a fazerem novas conversões em seus carros para que eles pudessem rodar com GNV. A preocupação do governo, na época, era a de segurar a expansão do uso do GNV para garantir o fornecimento de gás para indústrias e usinas termelétricas. No final de outubro do ano passado, a Petrobras teve de reduzir o envio de gás natural para o Rio de Janeiro e São Paulo para garantir o abastecimento das termelétricas.

Segundo Dutra, a queda do GNV contrasta com o desempenho de outros combustíveis nos seis primeiros meses do ano. A maior expansão foi no comércio de álcool. Dutra disse que a quantidade de litros de álcool combustível vendida nos postos do País (não somente da BR) no semestre cresceu 56% em comparação à primeira metade do ano passado. As vendas de gasolina tiveram um crescimento bem mais modesto, de apenas 1%. As vendas do querosene de aviação subiram 11% no semestre.

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