As três principais montadoras americanas - General Motors, Ford e Chrysler - fecharam o ano de 2008 com uma forte queda em suas vendas. A General Motors anunciou ontem queda de 31% nos Estados Unidos em dezembro e um recuo anual de 23%.

As concessionárias da marca venderam 222 mil veículos em dezembro, ou seja 43% a mais que no mês anterior, mas esse número representa 31% a menos em relação a dezembro de 2007.

Ante a degradação do mercado, a montadora, que acaba de receber ajuda de US$ 4 bilhões do governo americano para enfrentar a crise de liquidez, anunciou uma redução de 53% na produção no primeiro trimestre de 2009, com previsão de 420 mil veículos deixando as linhas de montagem até o fim de março.

Já a Ford apresentou queda de 32% nas vendas em dezembro, acumulando uma perda de 20% em 2008, o que representa pouco menos de 2 milhões de unidades, segundo a empresa. Apesar da redução, a Ford estima que pode aumentar sua participação no mercado americano em 14,6%.

As vendas da Chrysler, que também recebeu uma ajuda do governo federal, desmoronaram em dezembro: 53% em relação ao mesmo mês em 2007 e 30% em todo o ano de 2008.

A Chrysler vendeu 89.813 veículos em dezembro, 5% a mais que em novembro (85.260) e mais de 50% menos que em dezembro de 2007 (191.423). A queda foi particularmente forte nas vendas dos carros de passeio (59%), mas também nas de veículos pesados (51%).

Para impulsionar as vendas em janeiro, a Chrysler, que recebeu um empréstimo federal de US$ 4 bilhões para tentar evitar a falência, pretende investir em fortes operações promocionais, como empréstimos sem juros para um período de seis anos para alguns modelos.

"Apesar das condições extremamente complicadas do ano passado, a Chrysler e seus acionistas não jogaram a toalha, efetuaram os ajustes necessários e mantiveram o mesmo padrão de qualidade no serviço aos clientes", afirmou em comunicado o vice-presidente da montadora, Jim Press. "O resultado é que nossa empresa e nossa rede de concessionários começam o ano numa posição melhor." A Chrysler, a menor entre as três grandes montadoras de Detroit (Michigan, norte dos EUA) e considerada a mais frágil, pertence ao fundo de investimentos Cerberus.

A sul-coreana Hyundai Motor anunciou um novo plano de incentivo à compra de carros nos Estados Unidos. De acordo com o plano, compradores de carros novos poderão devolver os veículos se perderem o emprego ou a fonte de renda.

Com programas de financiamento com 0% de juro como resposta do setor automobilístico à queda das vendas, a montadora sul-coreana se ofereceu para cobrir até US$ 7,5 mil em capital negativo sobre o leasing ou a compra de um de seus carros ou caminhões. Se os compradores perderem sua renda por razões que vão do desemprego à morte, a Hyundai vai permitir que o veículo seja devolvido.

"A Hyundai é a primeira montadora a oferecer um programa de devolução de veículos nos EUA que permite que o comprador abandone o empréstimo ou o leasing sem ter de se preocupar com capital negativo", disse a companhia em seu site.

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