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Vencimento de opções deixa Bovespa volátil; dólar sobe a R$ 1,767

SÃO PAULO - Em uma segunda-feira marcada pelo vencimento de opções sobre ações, o mercado brasileiro apresenta volatilidade nos negócios, oscilando entre a mínima de 68.916 pontos e a máxima de 69.

Valor Online |

384 pontos.

Após recuar nos dois últimos pregões, para 69.341 pontos, o Ibovespa operava, há pouco, em queda de 0,47%, a 69.012 pontos, com giro de R$ 4 bilhões. Já o índice futuro, com vencimento em abril, declinava 0,35%, para 69.495 pontos.

Em Wall Street, as vendas prevalecem sobre os negócios. Há pouco, o índice Dow Jones cedia 0,18%, enquanto o Nasdaq caía 0,53% e o S & P 500 declinava 0,35%.

Na agenda de indicadores, o Federal Reserve (Fed) revelou que a produção industrial dos Estados Unidos subiu 0,1% em fevereiro, depois de um crescimento de 0,9% na abertura deste ano. Alguns economistas previam recuo. A utilização da capacidade ficou em 72,7% em fevereiro, com leve alteração em relação à taxa apurada no mês anterior, de 72,5%.

A unidade do Federal Reserve (Fed) de Nova York mostrou que a atividade do setor manufatureiro na região cresceu a um ritmo mais brando em março. O indicador que mede o desempenho dessa economia se encontrou em 22,9 neste mês, após os 24,9 de fevereiro. Apesar da desaceleração, leituras acima de zero significam que a maioria das empresas consultadas avalia que os negócios estão melhorando.

O diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, assinala que o indicador de produção industrial veio em linha com o esperado, enquanto o de atividade do setor manufatureiro foi pior que o projetado.

"O que mais está influenciando o mercado brasileiro, desde sexta-feira, é o vencimento de opções, que deixa o índice mais volátil", ressaltou.

Dentro do Ibovespa, a ação PN da NET liderava os ganhos, com alta de 0,81%, a R$ 23,43, seguida pelo papel PNB da Eletrobras, com valorização de 0,77%, a R$ 31,11, e pelo ON da CPFL, com apreciação de 0,69%, a R$ 36,10.

No sentido contrário, as ações ON da B2W tinham a maior queda do índice, com baixa de 2,69%, a R$ 39,30, seguidas pelos papéis PN da Ultrapar, com perda de 2,54%, a R$ 82,25, e pelos papéis ON da Gafisa, com recuo de 2,37%, a R$ 13,13.

Os papéis PN da Petrobras apresentavam o maior volume negociado, com giro de R$ 257,6 milhões. Minutos atrás, as ações recuavam 0,13%, a R$ 37,01.

Já os papéis PNA da Vale movimentavam R$ 235,5 milhões, com alta de 0,25%, a R$ 46,53. Na sexta-feira, depois de quase oito meses de greve de funcionários de suas plantas no Canadá, a mineradora anunciou iniciativas para aumentar a produção de níquel naquele país. A greve dos funcionários sindicalizados da Vale Inco no Canadá continua.

A empresa afirmou que passou a dar prioridade ao níquel na produção do complexo de Sudbury, em Ontário. As operações desse complexo tinham sido parcialmente retomadas em setembro de 2009, mas na ocasião a prioridade era o cobre.

Já os papéis ON da OGX Petróleo tinham giro de R$ 132,5 milhões, com queda de 1,44%, a R$ 17,05. em quarto lugar, os recibos de ação da Laep giravam R$ 112 milhões, com aumento de 10,30%, a R$ 1,82.

Na noite de ontem, foi assinado um acordo entre a Monticiano Participações, da GP Dairy, e da Laep Investments, detentora do licenciamento da marca italiana Parmalat, dando contorno à criação de uma nova empresa de laticínios, para brigar com as grandes companhias do setor.

Entre as empresas que apresentaram resultado, a MMX, do Grupo EBX, fechou o quarto trimestre de 2009 com prejuízo de R$ 65,229 milhões, mais enxuto do que o resultado de um ano antes, quando a perda foi de R$ 507,224 milhões. A companhia registrou ainda receita bruta de R$ 133,213 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, uma retração de 24% em relação aos R$ 174,327 milhões verificados em igual intervalo do exercício antecedente. Os papéis ON da MMX recuavam, minutos atrás, 1,85%, a R$ 13,77.

No setor de telecomunicações, a Oi teve prejuízo de R$ 365 milhões no quarto trimestre de 2009. Um ano antes, obteve lucro pró-forma de R$ 13 milhões. Em 2009 completo, o prejuízo líquido foi de R$ 436 milhões.

Há instantes, as ações PNA da Telemar caíam 0,71%, a R$ 52,62, enquanto os papéis ON da Telemar subiam 0,27%, a R$ 39,61, e os PN da empresa se apreciavam em 0,57%, a R$ 33,33.

No câmbio, a sessão também era volátil. Com mínima de R$ 1,762 e máxima de R$ 1,768, o dólar comercial subia, há pouco, 0,11%, a R$ 1,767 na venda.

(Beatriz Cutait | Valor)

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