A economia brasileira, assim como a global, passa por momentos de grande incerteza, o que leva a divergências particularmente agudas nos diagnósticos e nas recomendações dos economistas

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A economia brasileira, assim como a global, passa por momentos de grande incerteza, o que leva a divergências particularmente agudas nos diagnósticos e nas recomendações dos economistas. Nesse ambiente, é compreensível que a última decisão do BC, de subir a Selic em 0,5 ponto porcentual, e não em 0,75, tenha surpreendido boa parte do mercado. Desde a reunião do Copom de 8 e 9 de junho, o cenário econômico mudou. A recuperação americana engasgou, a China desacelerou, e, no Brasil, indicadores de atividade deram freada maior do que a prevista, enquanto a inflação surpreendeu positivamente. O BC interpretou esse movimento como uma melhora do balanço de riscos inflacionários, enquanto parte do mercado acha que ainda é muito cedo para se configurar uma tendência. De qualquer forma, um aumento de 0,5 ponto porcentual não é pequeno, o que mostra que, mesmo para o BC, ainda há riscos para o cumprimento da meta de inflação.

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