A partir de agosto, os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), com até 6,3 metros de comprimento e capacidade de 3,5 toneladas, só poderão circular na Zona Máxima de Restrição de Circulação (ZRMC), de 100 quilômetros quadrados, das 10 às 16 horas, respeitando um rodízio de placas pares e ímpares. O decreto publicado no dia 18 de junho criava uma restrição gradual para os VUCs, até que eles fossem totalmente proibidos de circular, das 5 às 21 horas, na zona de restrição.

Antes disso, esses veículos passariam por uma restrição gradual, que é o que está valendo agora: veículos de placas pares circulam em dias pares e os de placas ímpares, em dias ímpares.

O secretário negou que houve um recuo e disse que, no decreto, a restrição total aos VUCs entraria em vigor somente se a Prefeitura julgasse necessário. No primeiro dia de medidas, caminhoneiros pararam o trânsito da cidade em protesto contra as medidas da Prefeitura, mas o secretário garante que as mudança em relação aos VUCs não ocorreram para atender a uma pressão da categoria.

"Como os resultados da primeira semana foram satisfatórios, entendemos que não seria preciso adotar essa medida", disse Moraes. Ele afirma que, entre segunda-feira e ontem, os congestionamentos tiveram uma redução média de 30% em relação às férias escolares de julho do ano passado.

Na quarta-feira, o Sindicato dos Condutores de Transporte de Carga de São Paulo pediu, em reunião com o secretário, que caminhões com 1,4 metro de comprimento a mais que os VUCs pudessem circular no Centro Expandido. O pedido não será atendido. Outras solicitações estão sendo estudadas.

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