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VCP utiliza estrutura de seu controlador para conter alta nos custos

SÃO PAULO - A Votorantim Celulose e Papel (VCP) vem utilizando a estrutura de seu controlador, o Grupo Votorantim, para amenizar a forte pressão de custos que incide atualmente sobre o setor. Neste contexto, atividades como logística e compra de produtos químicos - essenciais para a VCP e cujos custos acompanham a ascendente cotação do petróleo - entram na cesta de contratações do grupo controlador, que tem maior poder de barganha, em razão dos grandes volumes que movimenta.

Valor Online |

Segundo o diretor de Relações com Investidores da VCP, Valdir Roque, essa estratégia vem trazendo vantagens competitivas para a companhia. O executivo, entretanto, preferiu não revelar o potencial de redução de custos dessa política, para que a informação não chegue aos concorrentes.

Apesar disso, o resultado efetivo da estratégia ainda não salta aos olhos, devido ao ritmo maior de crescimento dos custos. Durante o segundo trimestre deste ano, o custo de produção de celulose da VCP ficou em R$ 487 por tonelada, uma alta de 8% em relação ao mesmo período de 2007. No entanto, Roque afirma que a pressão seria maior, não fosse a estratégia combinada com o grupo controlador.

Além dos custos maiores, a companhia teve que enfrentar a valorização do real ante o dólar, que prejudica as receitas de exportação. No segundo trimestre, a VCP vendeu o volume recorde de 328,6 mil toneladas de celulose, uma alta de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações representaram 78,5% do total vendido, com 258 mil toneladas.

Apesar do volume recorde, a receita líquida da companhia andou de lado. Somou R$ 627 milhões no segundo trimestre, uma ligeira queda de 0,3% na comparação com igual intervalo do exercício anterior. O custo dos produtos vendidos, por sua vez, cresceu. Ficou em R$ 411 milhões, uma alta de 3% no mesmo período de comparação. As despesas também avançaram, 5,26%, para R$ 100 milhões.

Como resultado, a geração de caixa medida pelo Lajida (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) recuou 9%, para R$ 212 milhões. A margem Lajida, que mede a relação entre a geração de caixa e receita líquida, caiu 3 pontos percentuais, para 33,8%.

Após um resultado financeiro também inferior ao de um ano atrás, a companhia viu o lucro líquido cair 35%, para R$ 135 milhões.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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