A Votorantim Celulose e Papel esclarece que, ao contrário do que foi dito em teleconferência com analistas, não haverá uma oferta pública de aquisição de (OPA) pelas ações ordinárias (ON) da Aracruz em circulação no mercado. A informação sobre realização da OPA tinha sido dada hoje, mais cedo, por Valdir Roque, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Votorantim Industrial, controladora da VCP.

Durante a teleconferência com analistas, Roque foi questionado sobre a necessidade de realização de uma OPA, quando respondeu: "Não há tag along (direito dos minoritários de receber um porcentual sobre o preço pago pelo bloco de controle) para as ações preferenciais da Aracruz. Para as ordinárias, sim".

A declaração dele contrariava o fato relevante divulgado antes da abertura do mercado, que ressaltava a dispensa da realização da OPA, o que causou confusão no mercado. Nele, a VCP informou que a OPA não seria necessária porque a VCP está propondo comprar a participação dos outros dois acionistas dentro do bloco atual de controle da Aracruz e, portanto, não haveria alienação de controle, na visão da VCP.

A VCP anunciou hoje que pretende comprar 28% do capital votante da Aracruz pertencentes à Arapar, holding da família Lorentzen. O negócio é de R$ 2,71 bilhões. A VCP já integra o bloco de controle da Aracruz, com 28% das ações ordinárias.

O desfecho do negócio depende da Arainvest Participações, do Grupo Safra, que também integra o bloco de controle da Aracruz com 28% das ações ordinárias e pode exercer ou não o direito de preferência ou de venda conjunta de suas ações (tag along) na produtora de celulose.

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