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SÃO PAULO - Poucos dias após o Grupo Votorantim revelar perdas de R$ 2,2 bilhões no mercado financeiro, a subsidiária Votorantim Celulose e Papel (VCP), que tem o capital aberto e ações negociadas em bolsa, afirmou em nota que sua exposição a derivativos está adequada à política interna e segue os procedimentos de controle de risco adotados pela companhia . De acordo com a empresa, suas operações em derivativos de câmbio, também chamados de Target Forward somavam o montante total de US$ 174 milhões no último dia 30.

O valor justo desses instrumentos, ainda segundo a VCP, resultou em uma perda financeira de US$ 145 milhões no terceiro trimestre, valor que considera a curva de juros e a taxa de câmbio no final do período.

No entanto, a companhia informou que não é obrigada a desembolsar tal quantia, visto que o efeito caixa das perdas só se dará na data de vencimento das operações.

A VCP também revelou que, além das perdas com derivativos, a súbita valorização do dólar sobre o real gerou um impacto negativo de R$ 465 milhões sobre seu endividamento, montante que também não terá efeito caixa imediato, visto o prazo médio de 4 anos para a dívida da companhia.

(Valor Online)

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