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VCP adia prazo de fábrica no RS

A desaceleração da economia levará os fabricantes de celulose a rever os seus projetos de expansão, segundo o presidente da Votorantim Celulose e Papel (VCP), José Luciano Penido. O executivo disse que o setor está estudando opções para compensar a redução de demanda mundial do insumo.

Agência Estado |

A própria VCP, de acordo com Penido, adiará o cronograma de operações da fábrica de celulose branqueada de eucalipto que vai construir no Rio Grande do Sul, com início previsto para 2011. "Nós, da VCP, vamos atrasar o projeto de Losango. O projeto, com certeza, vai ter um escorregão no tempo", disse. O investimento previsto na fábrica é de US$ 1,3 bilhão.

O presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel, também disse que o grupo analisa a possibilidade de reduzir sua oferta de celulose. Ele destacou, porém, que a decisão sobre um possível corte na produção ainda está em análise. Os dois executivos participaram ontem, em São Paulo, do congresso da consultoria Risi.

Para Penido, todo o setor deve tomar medidas nesse sentido. "Acredito que todas as outras empresas, dentro de seu melhor juízo de prudência financeira, vão considerar duas vezes o timing anunciado", disse. O único prazo que deve ser mantido pela VCP, conforme Penido, será o da fábrica em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, com previsão para o início de operações em maio de 2009.

A Aracruz, empresa da qual a VCP é uma das principais acionistas, também tem planos de construir uma fábrica em Guaíba (RS), prevista para entrar em operação em 2010. Questionado se o prazo desse projeto também seria alterado, Penido limitou-se a dizer que não poderia falar por outra empresa.

No caso da Suzano, Maciel disse que os cronogramas dos projetos estão mantidos, uma vez que a decisão sobre grande parte dos investimentos não precisa ser feita no momento. "Em relação ao projeto do Piauí, só precisamos tomar a decisão sobre a compra dos equipamentos em 2012", disse. Já no projeto da companhia para o Maranhão, essa decisão só precisa ser tomada em 2011. A situação menos confortável é em relação à expansão de capacidade prevista para Mucuri (BA), cuja definição deve ser tomada em 2009. "Se tomarmos a decisão de fazer Mucuri, a unidade entrará em operação apenas em 2012", disse ele, destacando que a atual crise econômica não deve balizar o investimento de longo prazo.

Segundo Penido, não há um novo cronograma para a conclusão do acordo entre a VCP e o grupo que representa a família Lorentzen, em relação à Aracruz. A VCP fechou um acordo para a compra da participação dos Lorentzen na empresa por R$ 2,7 bilhões, e posteriormente fechou outro acordo com o grupo Safra para dividir o controle da fabricante de celulose. Porém, após a Aracruz divulgar perdas potenciais de R$ 1,95 bilhão em operações com derivativos em setembro, a VCP decidiu postergar a assinatura do contrato.

"Estamos em um momento de reflexão. A Aracruz esteve envolvida no assunto derivativos. Esse é um tema que deve ser plenamente conhecido e solucionado", disse Penido. Ele lembrou que o valor das empresas foi fortemente alterado. "A proporcionalidade dos ativos mudou. Então, a VCP resolveu discutir isso no tempo certo, com tranqüilidade."

Apesar de o negócio ainda estar em discussão, já há mudanças envolvendo as duas empresas. O diretor de finanças e relações com investidores da VCP, Valdir Roque, está deixando a empresa para assumir o mesmo cargo na Aracruz - vago com a saída de Isac Zagury, depois que a empresa reconheceu as perdas com derivativos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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