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O vazamento de petróleo no Golfo do México causado pelo afundamento de uma plataforma operada pela empresa BP no dia 22 é cinco vezes maior que o estimado inicialmente e foi considerado ontem pelo governo dos Estados Unidos como uma catástrofe nacional. O presidente Barack Obama ordenou o uso de "todos os recursos disponíveis" para combater o desastre.

O vazamento de petróleo no Golfo do México causado pelo afundamento de uma plataforma operada pela empresa BP no dia 22 é cinco vezes maior que o estimado inicialmente e foi considerado ontem pelo governo dos Estados Unidos como uma catástrofe nacional. O presidente Barack Obama ordenou o uso de "todos os recursos disponíveis" para combater o desastre. Há temor de que os cerca de 5 mil barris de petróleo que vazam por dia a cerca de 80 quilômetros da costa da Louisiana causem graves danos a praias e a refúgios de vida selvagem e de pesca também em outros Estados, como Mississippi, Alabama e Flórida. Parte da mancha estava prevista para chegar ao Rio Mississippi, de grande importância comercial, a qualquer momento. Calcula-se que, se não puder ser contido, quase 100 mil barris de petróleo - pouco mais de 15 milhões de litros - serão despejados no golfo antes que equipes consigam aliviar a pressão que impulsiona o vazamento. Apesar da gravidade do desastre, autoridades evitam fazer comparações com o maior vazamento da história dos Estados Unidos, ocorrido em 1989, do navio Exxon Valdez no Alasca. Obama afirmou ontem que recebe informações constantes sobre o vazamento e que "enquanto a BP é a responsável final pelo financiamento do custo das operações de resgate e de limpeza, minha administração continuará a usar todo recurso disponível", incluindo o Departamento de Defesa. A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, afirmou que "é um vazamento de importância nacional", o que sugere a colaboração de outros Estados no combate ao desastre. Napolitano, o secretário do Interior, Ken Salazar, e a administradora da Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês), Lisa Jackson, acompanharão os trabalhos na região do golfo. Também foi anunciado que será aberto um centro de comando federal na cidade de Mobile, no Alabama, para monitorar as ações de combate ao vazamento em conjunto com outra unidade em funcionamento em Robert, Louisiana. "Estamos sendo muito agressivos e preparados para o pior", afirmou uma fonte da Guarda Costeira. Na Louisiana, o governador Bobby Jindal declarou estado de emergência. A crise começou no dia 20, quando a plataforma Deepwater Horizon explodiu, matando pelo menos 11 pessoas de uma equipe de 126. Dois dias depois, a plataforma afundou e o petróleo começou a vazar. As causas da explosão e dos vazamentos ainda estão sendo investigadas. Combate. Mais de mil pessoas em 76 embarcações estão envolvidas no combate ao vazamento. Parte da mancha de petróleo foi queimada ontem para reduzir o impacto ambiental, mas outra ação do tipo, prevista para hoje, foi adiada por causa das condições atmosféricas. A Guarda Costeira também afirma que não há sinais de aves marinhas ou outros exemplares de vida selvagem afetados. A EPA, que deve assumir as operações de limpeza assim que a mancha atingir a costa, diz que se prepara para monitorar a qualidade do ar e da água na região. Segundo senadores, o tema de exploração de petróleo no mar deve entrar no debate da legislação climática do país.

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