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Vazamento mostra despreparo da indústria, admite petroleira

Executivo da Statoil afirma que empresas do setor vão se aperfeiçoar para evitar acidentes

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

O vazamento de petróleo no Golfo do México, que pode se tornar o maior da história, expõe o despreparo da indústria petrolífera mundial, admite o vice-presidente de Estratégia Internacional de Exploração de Produção da norueguesa Statoil, Ivan Sandrea. O executivo afirmou que as empresas vão se aperfeiçoar nas atividades de perfuração para evitar acidentes como o que ainda faz jorrar petróleo de um poço exploratório da British Petroleum (BP) no Golfo.

Por outro lado, o impacto do acidente na produção de petróleo dos Estados Unidos não deve ser significativa, segundo participantes do IAEE'S RIO 2010 Internacional Conference, evento mundial de energia que acontece no Rio do dia 7 a 9 de junho.

Presente ao evento, o diretor-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para a Arábia Saudita, Majid Al-Moneef, afirmou que a área afetada pelo vazamento não produz normalmente quantidade suficiente de óleo para provocar algum tipo de anormalidade no mercado. Os preços do petróleo não devem mudar por causa do acidente, segundo ele.

 "O furacão Katrina, este sim provocou mudanças no mercado", afirmou o representante da Opep ao ser indagado por jornalistas sobre o impacto do vazamento de óleo no Golfo do México no preço do barril petróleo.

 

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