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VarigLog terá sócia chinesa naturalizada brasileira

Uma chinesa e um americano naturalizados brasileiros são os novos personagens da novela que gira em torno da indefinição a respeito do controle da transportadora VarigLog. Amanhã, a multinacional Volo do Brasil, controladora da VarigLog, promete apresentar sua nova composição societária que deve, segundo a empresa, adequá-la às exigências da legislação brasileira que impede o controle de uma companhia aérea por estrangeiros.

Agência Estado |

A nova composição acionária será apresentada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta segunda-feira, data limite para que a empresa voltasse a se adequar à lei brasileira e pudesse manter o controle sobre a VarigLog.

Entram em cena a chinesa naturalizada brasileira Chan Lup Wai Ohira como nova sócia majoritária da Volo do Brasil, com 51% de participação, e o executivo Peter Marcussen Miller, um americano também naturalizado, como sócio com 29% de participação. Ambos devem pagar, juntos, US$ 1,3 milhão pela participação no empresa. Os 20% restantes do capital votante permanecem com a Volo Logistics LLC, empresa do fundo Matlin Patterson, mantendo-se a mesma estrutura aprovada anteriormente pela Anac.

Chan Lup é administradora, com formação pela PUC-SP e especialização em administração de instituições financeiras pela Fundação Getúlio Vargas, além de ser irmã do empresário Lap Chan, sócio do Matlin Patterson. Ela tem experiência no mercado financeiro e atuou em diversas multinacionais, como os bancos Comind, ING Barings Banking, Icatu e BNP Paribas.

Peter Marcussen Miller é funcionário do Matlin Patterson. Segundo comunicado da empresa, ele ocupou postos executivos em empresas como a Dresdner Kleinwort Securities, onde era responsável por todo o gerenciamento de negócios na América Latina e no Bankers Trust Company, nos Estados Unidos.

O imbróglio começou quando a Justiça paulista afastou, em abril, os acionistas brasileiros (Marco Antônio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) do controle da Volo, acusando-os de serem "laranjas" na operação. De acordo com a legislação nacional, uma companhia aérea não pode ter mais de 20% de seu controle na mão de estrangeiros.

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