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SÃO PAULO - As vendas no varejo surpreenderam para cima, estimulando novo pregão de alta nos contratos de juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os dados deram força à ala de mercado que trabalha com a necessidade de um ajuste mais forte na taxa básica de juros como forma de conter o aquecimento da economia e da inflação. Por volta das 11h45, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em maio não registrava negócios. Julho de 2010 subia 0,03 ponto, a 9,36%.

SÃO PAULO - As vendas no varejo surpreenderam para cima, estimulando novo pregão de alta nos contratos de juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os dados deram força à ala de mercado que trabalha com a necessidade de um ajuste mais forte na taxa básica de juros como forma de conter o aquecimento da economia e da inflação. Por volta das 11h45, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em maio não registrava negócios. Julho de 2010 subia 0,03 ponto, a 9,36%. E janeiro de 2011 avançava 0,05 ponto, a 10,62%. Entre os vencimentos mais longos, janeiro de 2012 tinha acréscimo de 0,03 ponto, a 11,83%. Janeiro 2013 ganhava 0,02 ponto 12,22%. E janeiro 2014 acumulava 0,03 ponto, a 12,37%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas varejistas subiram 1,6% em fevereiro sobre janeiro, quando as vendas já tinham avançando 3%. As previsões oscilavam entre 0,3% a 1% de alta. Na avaliação da empresa de análises de mercado 4Cast, o dado sugere que a demanda doméstica é mais forte do que a prevista e que o fim dos incentivos fiscais teve pouco efeito para conter o consumo. Na visão do vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, o que o mercado de juros futuros diz é que o Banco Central terá de dar uma alta de 0,75 ponto porque estaria atrasado no ajuste da política monetária. No entanto, isso não é consenso entre os economistas, essa é apenas a interpretação do mercado, que reage a uma série de indicadores que vão contra o cenário traçado pelo BC, de esperar em março antes de começar o aperto monetário. Ainda de acordo com Folchini, até a autoridade monetária começar o processo de ajuste, todas as avaliações e posicionamentos encontram suas justificativas. Na gestão da dívida pública, o Tesouro faz a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que acontece via troca de títulos. (Eduardo Campos | Valor)
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