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Varejo registra 3° mês seguido de queda nas vendas, mas fecha 2008 com alta de 9,1%

RIO DE JANEIRO - Pelo terceiro mês consecutivo, o comércio varejista apresentou queda. Em dezembro de 2008, a baixa foi de 0,3% no volume de vendas e de 0,6% na receita nominal (movimentação financeira), frente ao mês anterior (novembro), na série com ajuste sazonal, e acumulando taxa de -2,3% no volume de vendas nesse período. Os números foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Redação |

Na comparação com dezembro de 2007, o volume de vendas cresceu 3,9%, enquanto a receita aumentou 9,6 %. Com esses resultados, o volume de vendas do comércio fechou 2008 com elevação de 9,1%, enquanto a receita nominal cresceu 15,1%.

Efeitos da crise

Os resultados do varejo no último trimestre de 2008 mostraram "evidências dos efeitos da crise sobre o setor", avaliou o técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Reinaldo Pereira.

Segundo Pereira, a desaceleração do crescimento no último trimestre do ano passado foi puxada especialmente por atividades vinculadas ao crédito e impediu um aumento de dois dígitos no resultado acumulado do varejo em 2008, que de janeiro a setembro atingia 10,4% e, no fechamento do ano, reduziu o ritmo para uma alta de 9,1%.

De acordo o técnico do IBGE, além da restrição de crédito, a falta de confiança do consumidor, com medo de se endividar e perder o emprego, também afetou o varejo no período entre outubro e dezembro de 2008. Para ele, a partir de janeiro deste ano, os resultados do varejo vão depender dos preços dos produtos, condições de crédito e desempenho do mercado de trabalho.

Setores do varejo

Comparando os números de dezembro 2008/novembro 2008, das oito atividades que compõem o varejo, quatro tiveram variações negativas, três atividades apresentaram taxas positivas e uma não teve variação: -3,7% em móveis e eletrodomésticos; -3,7% para outros artigos de uso pessoal e doméstico; -1,4% para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; -0,8% em combustíveis e lubrificantes; estável (0,0%) para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 0,6% para tecidos vestuário e calçados; 1,2% em livros, jornais, revistas e papelaria; e 11,9% para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação.

Já na relação dezembro 2008/dezembro 2007, sete das oito atividades do varejo obtiveram aumento no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram: 3,5% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 4,5% em móveis e eletrodomésticos; 35,6% para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 13,6% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 6,5% para combustíveis e lubrificantes; 3,3% para outros artigos de uso pessoal e doméstico; 14,6% para Livros, jornais, revistas e papelaria; e ¿6,3% em tecidos, vestuário e calçados.

 


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