Vendas do setor cresceram 1,6%, enquanto receita saltou 2,2%, diz IBGE

Atualizada às 9h20

O comércio varejista no Brasil manteve a trajetória de alta no mês de fevereiro. As vendas cresceram 1,6% frente a janeiro, enquanto a receita nominal expandiu 2,2% no mês, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo mês seguido de alta nos dois indicadores.

Frente a fevereiro do ano passado, o volume de vendas e a receita cresceram 12,3% e 15,3%, respectivamente. Nos dois primeiros meses do ano, as altas foram de 11,3% e 13,9%, enquanto, no acumulado dos doze meses, o crescimento foi de 6% e 10,5%.

O comércio varejista ampliado – que inclui Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção- subiu 2,1% no volume de vendas e 2,5% na receita nominal, na passagem de janeiro para fevereiro.

Frente a igual mês do ano passado, a receita cresceu 15,7%, enquanto as vendas saltaram 13,6%. Nos dois primeiros meses de 2009, as vendas cresceram 19,7% e a receita, 13,6%. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de variação de 8,3% e 9,0% para o volume e para a receita nominal de vendas, respectivamente.

Regiões

O comércio varejista apresentou crescimento em todos os 27 Estados entre janeiro e fevereiro. O destaque foi Tocantins, com alta de 41,5%. Rondônia (32,7%) e Acre (24,8%) completam a lista das maiores altas do setor no mês.

“Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista, sobressaíram, pela ordem, São Paulo (12,0%); Rio de Janeiro (10,8%); Minas Gerais (10,9%); Rio Grande do Sul (11,4%); Paraná (12,8%) e Santa Catarina (11,6%)”, mostra o IBGE.

Atividades

Oito das dez atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram melhora no volume de vendas entre janeiro e fevereiro. A maior expansão foi observada em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,9%).

Tecidos, vestuário e calçados (3,4%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,0%); Material de construção (2,8%); Veículos e motos, partes e peças (2,5%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); Móveis e eletrodomésticos (1,2%); Combustíveis e lubrificantes (1,0%) completam as altas do varejo.

Na outra ponta da tabela aparecem Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,8%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,2%).

Setores

Segundo o IBGE, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo respondeu pela maior contribuição da taxa global do varejo. A alta de 11,5% de fevereiro frente a igual mês do ano passado foi equivalente a 47,8% do total.

“Em termos de acumulado nos últimos 12 meses, a atividade apresenta crescimento de 9,1%. Este desempenho foi motivado pelo aumento do poder de compra da população, decorrente do aumento da massa real efetivo dos assalariados (6,3% sobre fevereiro de 2009, segundo a PME)”, disse o IBGE. “Também contribuiu para o crescimento da atividade, a estabilidade dos preços dos alimentos nos últimos meses (2,7% no Grupo Alimentação no Domicílio, nos últimos doze meses, contra 4,8% do Índice Geral, segundo o IPCA.)”, completou.

O segundo maior impacto na taxa do varejo veio de Móveis e Eletrodomésticos, que cresceram 22,2% frente a fevereiro de 2009 e responderam por 27,4% do total das vendas do setor.

“Esse resultado deve ser atribuído ainda à redução de IPI da linha branca, como também à oferta de crédito que aos poucos vem se aproximando do patamar de antes da crise financeira”, disse o IBGE.

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