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Varejistas estão menos otimistas com as vendas de Natal

SÃO PAULO - O efeito da crise internacional sobre a confiança dos varejistas brasileiros é muito claro e levou as perspectivas de vendas para este Natal a patamares de 2005. Conforme levantamento da Serasa, 39% dos comerciantes brasileiros esperam faturar mais do que no Natal de 2007, época em que 61% dos empresários do varejo apostavam em receita mais alta ante 2006.

Valor Online |

O índice deste ano é muito próximo ao verificado em 2005, quando 38% dos empresários apostavam em vendas maiores que as do Natal de 2004. Naquele ano, o cenário no país era de juros altos para controlar a inflação.

"A ansiedade ante a crise e os bons indicadores de 2007, que define uma base forte, são os responsáveis pela mudança de humor dos empresários do varejo", avalia a Serasa.

Ainda para este Natal, 29% dos empresários prevêem faturar menos. Trata-se da taxa mais alta deste ano em comparação a outras pesquisas de datas comemorativas, como Dia das Mães, e também supera o grupo de pessimistas de 2007, quando 11% dos entrevistados apostavam em vendas piores. Já em 2005, essa fatia de varejistas era de 29%.

Essa percepção do empresariado é consolidada pelas previsões de vendas físicas, que acompanha a piora em relação à pesquisa do ano passado. Para este Natal, 39% das empresas esperam aumento da quantidade vendida, 33% projetam estabilidade e 28% queda. No Natal de 2007, 59% dos entrevistados acreditavam em acréscimo nas vendas físicas, 31% em manutenção e 10% em decréscimo em relação à mesma data de 2006.

Nem as grandes redes, nem as de pequeno porte: as empresas mais otimistas nesta temporada são as médias, grupo no qual 43% esperam elevar o faturamento e 45% apostam em aumento das vendas físicas. Entre as grandes, o percentual de otimismo é de 41% em relação à receita e de 38% no quesito volume. No grupo dos pequenos, 38% estão otimistas sobre o faturamento e 37% em relação ao volume de vendas.

Como destaque regional, os empresários do Nordeste estão com melhores perspectivas do que nas demais localidades do país. Na região, 47% contam com aumento de receita neste Natal, em comparação ao anterior. Além da data em si, o turismo de verão na região também colabora coma expectativa de vendas melhores.

Quando questionados sobre o que favorecerá o aumento das vendas os pesquisados afirmam que 58% do resultado de vendas melhores vão derivar de fatores microeconômicos e de mercado e os 46% restantes a aspectos macroeconômicos, como emprego e renda. No ano passado, essa proporção era de 37% e 65%, respectivamente.

Os presentes mais procurados no país serão celulares (32%); roupas, sapatos e acessórios (22%); eletrodomésticos (8%); e brinquedos (6%) - escolhas similares às do Natal de 2007.

Quando consultados sobre as formas de pagamento das compras, os empresários do varejo acreditam que 49% das vendas serão pagas à vista e 51% a prazo. Em 2007 essa divisão ficou em 47% à vista e 53% a prazo. A expectativa de mais pagamentos à vista tem a ver com o aumento do endividamento e com a cautela gerada pela crise mundial.

Para pagamentos à vista, os meios devem se dividir em dinheiro (38% das transações); cheque (22%); cartão de crédito (20%); cartão de débito (16%); cartão da loja (2%); e outros (2%). Nos pagamentos a prazo, o cheque pré-datado deve honrar 35% das transações, seguido de cartão de crédito parcelado (31%); financiamento ou crediário (27%); cartão de débito parcelado (5%); e cartão da loja parcelado (2%).

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