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Valorização do dólar deve começar a pesar nos balanços

Pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2006 as empresas deverão sentir o peso de um dólar apreciado frente ao real em seus balanços financeiros. Apena no mês de setembro, a moeda americana contabiliza uma alta de mais de 13%, o que anula toda a queda que vinha sendo registrada pelo dólar ao longo de 2008.

Agência Estado |

Mas, a mudança de rota pega as companhias brasileiras, menos expostas a variação cambial sobre suas dívidas.

Um levantamento feito pela Economática com as 50 empresas mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mostra que, na média, a relação dívida em moeda estrangeira sobre patrimônio líquido das companhias brasileiras vem caindo. Em dezembro de 2006, essas dívidas correspondiam a 38% do patrimônio. Em junho deste ano, último balanço financeiro divulgado, esse porcentual estava 24,9%. Mas, quando se analisa os dados isoladamente se percebe que algumas empresas estão mais expostas às variações cambiais sobre suas dívidas, como é o caso da Gerdau, da Braskem, da Perdigão e da Gol. Essas empresas aumentaram o porcentual de dívida em moeda estrangeira sobre o patrimônio desde 2006.

Fora da lista principal, que toma como base as 50 empresas mais negociadas, a Economática identifica ainda outras empresas que tiveram um aumento muito expressivo no período. Entre elas, está a Unipar. O volume de dívida em moeda estrangeira representava no segundo trimestre deste ano uma vez e meia o patrimônio da empresa.

Entretanto, o gerente de análise da Modal Asset, Eduardo Roche, acredita que, no geral, atualmente as companhias sentem menos o impacto da forte alta do dólar. "A situação hoje é diferente porque a exposição cambial das empresas não é tão grande como no passado", lembra. Segundo ele, a movimentação pode afetar um resultado financeiro, consumir parte do lucro no terceiro trimestre, mas não significa uma situação drástica como houve em outros anos de crise.

Já o estrategista sênior de investimentos para a América Latina do West L.B, Roberto Padovani, acredita que a menor exposição cambial se deve a longa trajetória de depreciação do dólar frente ao real desde 2003, que se acentuou ainda mais a partir de 2007.

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